sábado, 30 de julho de 2011

Psicanálise & Educação: (im)passes subjetivos contemporâneos. Maria de Lourdes Ornellas (org.)

O livro Psicanálise & Educação: (im)passes subjetivos contemporâneos, organizado pela profª Maria de Lourdes Soares Ornellas, é uma coletânea de artigos escritos por estudiosos/pesquisadores de Psicanálise e Educação e Representação Social, quase todos da Uneb – Universidade do Estado da Bahia.
O prefácio foi escrito pelo Prof. Dr. Marcelo Ricardo Pereira de forma singular e cuidadosa, e é a transcrição dessa letra que trazemos aqui para apresentar a obra.
Boa leitura!
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Prefácio do Livro Psicanálise e Educação: (im)passes subjetivos contemporâneos.
Marcelo Ricardo Pereira
GESTO BAIANO
Entre as primeiras cartas que Freud escrevera a seus precursores do Brasil, interessados nas idéias do vienense que convulsionariam o pensamento ocidental, encontram-se as palavras postadas em 10 de janeiro de 1910, ao médico Osório César, em resposta à leitura do seu recém-lançado Memórias do Hospital Juquery; e também em menção às repercussões que sua jovem ciência estava causando na clinica psiquiátrica brasileira à época. A carta fora encerrada assim:
Prezado colega! (...) Causa-me grande satisfação a prova de interesseque a nossa psicanálise vem despertando no distante Brasil e apresento-lhe os meus protestos de estima e consideração.
                                                                                       Seu, Freud.
Muito embora dirigida a César, essa carta bem poderia ter sido escrita ao médico baiano Juliano Moreira, a primeira pessoa a falar, divulgar e adotar a psicanálise no Brasil. Considerando o fundador psiquiatria moderna de nosso país, Moreira era negro, lia corretamente o alemão e em 1899, na Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia, teve acesso e leu os artigos escritos por Frus em 1896 e1897. Precoce, com imberbes vinte e três anos, o baiano foi nomeado professor daquela universidade e pouco tempo depois, em 1903, passou a dirigir o Hospital Nacional dos Alienados, na então capital nacional, Rio de Janeiro, e fez da psiquiatria uma especialidade autônoma da medicina. Naõ apenas a psiquiatria, mas também a psicanálise deve ao gesto de Moreira sua marca inaugural, mas também a psicanálise deve ao gesto de Moreira sua marca inaugural naquele que Feud chamou de “distante Brasil”.
A Bahia mostrara então sua vocação para o pioneirismo. De seu Porto Seguro, nascia uma nação; e do gesto do médico, era introduzido nessas terras o que seria um dos mais expressivos e revolucionários campos de conhecimento de nossa contemporaneidade. O país conhecera a psicanálise através dos olhos do médico baiano a quem sempre renderemos homenagem. A opartir de então, muita coisa se deu, muito pensamento se construiu, muita pratica se remodelou.
Agora, pouco mais de cem anos depois do ato inaugural de Juliano Moreira, outro capítulo vem somar-se à sua originalidade. Através do trabalho infatigável de Maria de Lourdes Ornellas e das profissionais que compõem o Grupo de Estudos em educação, Psicanálise e Representação Social, da Universidade do Estado da Bahia, a ciência de Freud ganha fôlego. Logo, algo de Moreira se atualiza no ato de Ornellas. Não estamos mais falando, entretanto, da consagrada e não menos polemica aplicação da psicanálise ao campo da psiquiatria moderna stricto sensu, como por muito tempo pode ser observado, mas falamos de sua aplicação recente a um campo tão antigo quanto especifico, a que o p´roprio Freud já evocara desde o início de seus escritos, a saber, o da educação.
Ao longo de seu século de existência, a psicanálise teve um contribuição meio dispersa no que tange à aplicação de seus constructos teóricos aos fundamentos educacionais. A despeito dos esforços  do discípulo freudiano Oskar Pfister que, junto ao seu mestre, tentou aquecer inicialmente as discussões sobre a interface psicanálise e educação, e de August Aichhorn, que dedicou um estudo a jovens delinqüentes, cujo livro fora prefaciado por Freud, não se conta tantos os que marcadamente traçaram linhas referentes a essa interface. O p´roprio Freud fizera meã culpa ao admitir ter-se ocupado pouco dos estudos sobre a psicanálise e educação, em suas Novas conferencias introdutórias, de 1993. Ainda que julgasse tais estudos de fundamental importância e depositasse sobre eles os mais decisivos interesses e esperanças, é no mínimo lacunar o debate que se fez à época acerca da psicanálise e educação.

Contra isso, dizia ele, em 1925: nenhuma das aplicações da psicanálise excitou tanto interesse e despertou tantas esperanças, e nenhuma, por conseguinte, atraiu tantos colaboradores capazes, quanto seu emprego na teoria e prática da educação.
Mas sabemos que essa assertiva, ainda que bastante encorajadora, foi muito mais a expressão do seu desejodo que a de um retrato fiel do que acontecia tanto em sua época quanto ao longo do século XX. Algumas experiências se fizeram notar e, entre elas, mais uma vez, há de se registraroutro gesto baiano. Sublinho o ato inaugural do médico Arthur Ramos, que era alagoano, mas radicado em Salvador e formado pela Universidade da Bahia, a mesma em que  estudara Juliano Moreira alguns anos antes. Ramos introduziu, ao lado de outros temas, debates pioneiros sobre Educação e Psicanálise e A criança problema, títulos de algumas de suas publicações. Tratava-se  de estudos que conjugavam o pensamento freudiano e o escolanovismo, bem no cerne do higienismo dos anos 1930 e da conformação histórica do período.
Hoje, porém, talvez estejamos em melhor posição de fazer valer o peso do desejo freudiano de estudar essa interface, e fazê-la cada vez mais substancializada. A psicanálise, bem como os estudos mais recentes sobre educação que interrogam as novas formas de subjetividade, de modos contemporâneos de sintoma, os efeitos do gozo, as relações transferenciais e os discursos na ambiência pedagógica, a exemplo do que analisa o presente livro, vêm apostando numa fértil conexão entre esses dois campos do saber. São vários os autores atuais que fazem a tal aposta, e este livro de Ornellas e grupo é uma mostra do que vem ocorrendo em diversas universidades, instituições psicanalíticas e outros de pesquisa de várias partes do mundo.
Partindo dos primeiros resultados de investigações realizadas pelo Grupo de Estudos em educação, Psicanálise e Representação social, e aceitando a influencia do pensamento lacaniano, os autores abordam questões fundamentais da problemática atual do campo educativo. Será que o coordenador pedagógico inclui em sua prática a escuta do professor, como esclarece a psicanálise? – eis a pergunta de Poliana de Santana, que pode ser reconduzida ao artigo de Adriana Ponte e Telma Cortizo. As autoras acreditam que não existe diálogo se não houver troca de posição de fala e escuta, e se professores e alunos não são capazes de interpretar o que está sendo anunciado. A p´ropria psicanálise as auxilia a pensar na finitude do dialogoe como ele so pode mesmo se inscrever ao nível da ilusão. Mas é Edileide Silva e Ludmilla Fonseca que, à maneira de Lacan, elevam o ato de escuta a um “estilo da psicanálise para a educação”; a conferir.
Parece mesmo haver um fosso entre a escola que é oferecida e a escola que é desejada pelos pais e filhos, problematiza Thais Villar. Na que é oferecida, o sujeito de consumo se superpõe ao sujeito de desejo.Sobre isso, Eliana Menezes parece reter uma idéia pertinente: quando não há travessia do desejo, o sujeito não pode querer saber para se constituir como tal. Resta verificar como a escola pode operar isso. Logo, com base em pesquisa bibliográfica, Ana Xavier reivindica com razão um ato de educar capaz de aliar singularidade e diversidade, para que tenhamos uma “sociedade mais justa”, “conseguindo conviver harmonicamente”. Com efeito, sabemos que isso é mais a expressao do desejo da autora, e de todos nós que atuamos no campo educativo, do que a possibilidade real de isso se efetivar, como a ensina a psicanálise. De fato, que podemos requerer, com Arlene Pessoa, não é uma educação nostálgica de uma lei simbólica, mas implicação do professor – e do aluno – a respeito do seu ato, sua autoridade e seus limites.
A crise do sujeito contemporâneo é outro tema central que atravessa todo o livro. E é importante frisar que o sujeito quando se vê como tal, desde Descartes, se vê também em crise por nunca estar em condição de se adequar integralmente ao social. Seu desejo sempre se encontra um pouco fora da norma. Para Daniela Radel, por exemplo, isso fica patente ao percebermos o encurtamento da infância e o prolongamento da adolescência. Nesse sentido, o problema da constituição da subjetividade adolescente é recolocada por Ademildes Custódio e Maria das Graças Vilas. As autoras interrogam o jargão “aborrecente” e o “papel da família e da escola”. Claudia Opa aposta na conexão entre a arte, a educação e a psicanalise para, quem sabe, possibilitar aos adolescentes transformações na “relação consigo, com o outro e com o mundo”.
Vânia Teixeira recupera a expressão amódio, de Lacan, para refletir sobre a ambivalência dos afetos na relação transferencial estabelecida entre o professor e o aluno. Este mesmo tema é objeto de análise de Lili Silva, que investiga a peculiaridade do afeto na composição do método de aprender.
E, por fim, o artigo que abre o livro é o de Maria de Lourdes Ornellas. Nele, a autora – que também o organiza – examina os quatro discursos, estabelecidos pela álgebra lacaniana, para afirmar o quanto eles circulam em vários lugares, sendo os atos e não os espaços aquilo que os especificam. Conclui tambpem que o mestre, por exemplo, não se funda apenas no discurso que leva o seu nome, mas que seu ato o enlaça igualmente aos outros três discursos – tese com a qual comungo e a defendo em A impostura do mestre.
Eis, portanto, uma vinheta do que o livro contém e oferece ao leitor. O grupo liderado pro Ornellas mostra-nos neste volume o vigor embrionário da psicanálise aplicada ao campo da educação. Não resta dúvida de que a psicanálise e a educação na Bahia tem agora e terá sempre um nome: o de Maria de Lourdes Ornellas e das profissionais de seu grupo.
Elas estão escrevendo o capítulo de uma grande obra que se iniciou com Juliano Moreira, que passou por Arthur Ramos e que durante um século convulsionou as concepções de subjetividade, infância, adolescência, clínica, transferência, afeto, discurso e ambiência escolar, entre os tantos temas abordados nas próximas páginas. O gesto baiano se prolonga  neste livro. Deixo-o agora aos olhos de leitores que saberão, cada um a seu modo, entender o peso desse gesto, que tenho a honra de, cúmplice, compartilhar e brindar com os autores.
Ludmilla Fonseca, Prof. Dr. Marcelo R. Pereira e Edileide Antonino
Marcelo Ricardo Pereira

Psicanalista e professor da UFMG

Belos Horizonte, primavera de 2010.

sábado, 23 de julho de 2011

UNEB - SELEÇÃO PARA ALUNO REGULAR 2012 - EDITAL Nº 042/2011

Educação e Contemporaneidade

O REIITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO
 DA BAHIA (UNEB), no uso de suas atribuições regimentais, torna público e comunica a abertura de inscrições para seleção de alunos regulares para o Mestrado e o Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC), localizado na UNEB/Campus I/Salvador, Rua Silveira Martins, 2555 – Cabula, CEP: 41.195-001, Salvador-Bahia, com vistas ao preenchimento de vagas, conforme disponibilidade docente, para mestrado e doutorado, na Área de Concentração Educação e Contemporaneidade e nas seguintes Linhas de Pesquisa:
- Processos Civilizatórios: Educação, Memória e Pluralidade Cultural.
- Educação, Práxis Pedagógica e Formação do Educador.
- Educação, Gestão e Desenvolvimento Local Sustentável.
- Educação, Currículo e Processos Tecnológicos.
MESTRADO
CALENDÁRIO DO PROCESSO DE SELEÇÃO DO MESTRADO
1.1 – INSCRIÇÃO: de 15 de agosto de 2011 a 02 de setembro de 2011, realizada na Secretaria Acadêmica do PPGEduC, Campus I/Uneb-Salvador, mediante entrega, presencial ou por procuração e, no caso de residentes em outras cidades, por sedex no prazo acima estabelecido em envelope lacrado, dos documentos relacionados no Item 2 deste Edital, observada a ordem nele indicada, com a identificação, na face externa do envelope, da Linha de Pesquisa e da categoria acadêmica: MESTRADO.
1.2 – HOMOLOGAÇÃO DAS INSCRIÇÕES: a ser publicada em 15 de setembro de 2011, no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC.
1.3 - PROVA TEMÁTICA: a ser realizada em 25 de setembro de 2011, domingo, das 9h às 12h. O local de realização das provas será indicado a partir de 21 de setembro de 2011, no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC. O acesso do candidato às salas onde serão realizadas as provas dar-se-á somente mediante a apresentação de documento de identificação com foto. Recomenda-se ao candidato chegar ao local da prova com 30 minutos de antecedência para identificação da sala. Resultados dessa etapa serão publicados em 19 de outubro de 2011, no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC.
1.4 - CURRICULO LATTES/ANTEPROJETO/MEMORIAL: devem ser entregues, em envelope lacrado, nos 25 e 26 de outubro de 2011, na Secretaria Acadêmica do PPGEduC, em 2 (duas) vias/cada um, das 8h às 12h e das 14h às 17h, observada a ordem indicada neste Item, contendo a referência da Linha de Pesquisa e da categoria acadêmica: MESTRADO, na face externa do envelope. Resultados dessa etapa serão publicados em 18 de novembro de 2011, no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC.
1.5 - ENTREVISTA: a ser realizada nos dias 23, 24 e 25 de novembro de 2011, conforme chamada, por Linha de Pesquisa, a ser publicada no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC. Resultado final: 02 de dezembro
1.6 - PROVA DE LINGUA ESTRANGEIRA: prova escrita, a ser realizada após a etapa da entrevista no período de 12 a 15 de dezembro de 2011, conforme lista dos candidatos por opção feita na inscrição e divulgada no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC. O candidato aprovado que não comparecer para a realização da(s) prova(s) de Língua Estrangeira será desclassificado.
2- DOCUMENTAÇÃO PARA INSCRIÇÃO – MESTRADO
2.1 – Ficha de Inscrição preenchida on-line e impressa, com indicação de 1 (um) idioma (Espanhol, Inglês, Francês ou Italiano) e da Linha de Pesquisa, conforme escolha do candidato.
2.2 - Uma foto 3X4 recente.
2.3 - Uma cópia da Carteira de Identidade e do CPF (sem autenticação).
2.4 - Uma cópia do Diploma de Graduação (sem autenticação).
2.5 - Uma cópia do Diploma de maior titulação do candidato (sem autenticação).
2.6 - Um comprovante (original) de pagamento (boleto eletrônico) da taxa de inscrição no Banco Bradesco, Agência 3673-0, Conta Corrente 36.727-3, Código FAPES – Fundação de Administração e Pesquisa Econômico-Social, no valor de R$ 120,00 (cento e vinte reais). Para o caso de dispensa de pagamento da taxa de inscrição, o candidato apresenta, junto à sua documentação de inscrição, a cópia de contra-cheque do último mês, comprovando vínculo com a UNEB (técnico administrativo ou docente).
DOUTORADO
3 – CALENDÁRIO DO PROCESSO DE SELEÇÃO DO DOUTORADO
3.1 – INSCRIÇÃO: de 02 a 19 de setembro de 2011 (Prazo apenas para o doutorado), realizada na Secretaria Acadêmica do PPGEduC, Campus I/Uneb-Salvador, mediante entrega, em envelope lacrado, dos documentos relacionados no Item 4 deste Edital, observada a ordem nele indicada, com a identificação, na face externa do envelope, da Linha de Pesquisa e da categoria acadêmica: DOUTORADO.
3.2 – HOMOLOGAÇÃO DAS INSCRIÇÕES: a ser publicada em 28 de setembro de 2011, no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC.
3.3 - CURRICULO LATTES/PROJETO/MEMORIAL: devem ser entregues, em envelope lacrado, no período de 05 e 06 de outubro de 2011, na Secretaria Acadêmica do PPGEduC, em 2 (duas) vias/cada um, das 8h às 12h e das 14h às 17h, observada a ordem indicada neste Item, contendo a referência da Linha de Pesquisa e da categoria acadêmica: DOUTORADO, na face externa do envelope. Resultados dessa etapa serão publicados em 08 de novembro de 2011, no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC.
3.4 - ENTREVISTA: a ser realizada nos dias 21 e 22 de novembro de 2011, conforme chamada, por Linha de Pesquisa, publicada no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC. Resultado final: 02 de dezembro
3.5 – PROVAS DE LINGUA ESTRANGEIRA: provas escritas, a serem realizadas após a etapa da entrevista no período de 12 a 15 de dezembro de 2011, conforme lista dos candidatos por opção feita na inscrição e divulgada no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC. O candidato aprovado que não comparecer para a realização da(s) prova(s) de Língua Estrangeira será desclassificado.
4 - DOCUMENTAÇÃO PARA INSCRIÇÃO- DOUTORADO
4.1 – Ficha de Inscrição preenchida on-line e impressa, com indicação de 2 (dois) idiomas (Espanhol, Inglês, Francês, Italiano) e da Linha de Pesquisa, conforme escolha do candidato.
4.2 - Uma foto 3X4 recente.
4.3 - Uma cópia da Carteira de Identidade e do CPF (sem autenticação).
4.4 - Uma cópia do Diploma de Graduação (sem autenticação).
4.5 - Uma cópia do Diploma de maior titulação do candidato (sem autenticação).
4.6 - Um comprovante (original) de pagamento (boleto eletrônico) da taxa de inscrição no Banco Bradesco, Agência 3673-0, Conta Corrente 36.727-3, Código FAPES – Fundação de Administração e Pesquisa Econômico-Social, no valor de R$ 170,00 (cento e setenta reais). Para o caso de dispensa de pagamento da taxa de inscrição, o candidato apresenta, junto à sua documentação de inscrição, a cópia de contra-cheque do último mês, comprovando vínculo com a UNEB (técnico administrativo ou docente).
5 - RESULTADOS FINAIS E MATRÍCULA PARA O MESTRADO E O DOUTORADO
Os resultados finais serão divulgados na Lista de Aprovação – Seleção PPGEduC 2011, publicada a partir de 02 de dezembro de 2011, no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC, juntamente com o calendário de matrícula e relação da documentação correspondente.
6 – DISPOSIÇÕES GERAIS.
6.1 – Integram este Edital 3 (três) anexos: o Anexo 1- Orientações Gerais para a Seleção/Mestrado; o Anexo 2- Orientações Gerais para a Seleção /Doutorado e o Anexo 3
– Disponibilidade Docente de Vagas para Orientação Mestrado/Doutorado, disponíveis no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC, contendo informações complementares aos processos seletivos correspondentes.
6.2 - A Ficha de Inscrição para os processos seletivos (Mestrado/Doutorado) será disponibilizada pelo site da Uneb – www.uneb.br - e do PPGEduC - www.ppgeduc.uneb.br. através de sistema de inscrição de aluno regular.
6.3 – A inscrição e/ou a entrega de documentos (Itens 1.1, 1.4, 2, 3.1, 3.3 e 4 deste Edital) pode(m) ser realizada(s) por procuração firmada pelo candidato (original), a qual será colocada dentro do envelope e anexada aos documentos enviados pelo candidato.
6.4 – Na face externa dos envelopes constará apenas a referência da Linha de Pesquisa e a categoria acadêmica (Mestrado ou Doutorado), ou seja, os envelopes não poderão ser identificados nem com o nome do candidato nem qualquer outro registro, evitando comprometer a lisura do processo.
6.5 - Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão de Seleção/PPGEduC.
GABINETE DO REITOR DA
UNEB, 21 de julho 2011.
Lourisvaldo Valentim da Silva
Reitor

ANEXO 1 DO EDITAL Nº 042/2011
ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A SELEÇÃO - MESTRADO
1 – O processo de seleção para o mestrado é realizado em etapas, conforme Item 1 – CALENDÁRIO DO PROCESSO DE SELEÇÃO DO MESTRADO, do Edital acima referido.
2 - A entrega de documentos mencionados aos Itens 1.1, 1.4 e 2 do Edital será realizada na Secretaria Acadêmica do PPGEduC, no seguinte endereço:
Universidade do Estado da Bahia (UNEB) - Campus I: Rua Silveira Martins, 2555 – Cabula, Salvador-Bahia – 1º andar do Prédio da Pós-Graduação - Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC).
3 - A documentação para a inscrição do candidato deve estar organizada em envelope lacrado, devendo ser observada a ordem indicada no Item 2 do Edital.
4 - A entrega de documentos (Item 1.4 do Edital) será exclusivamente efetuada mediante envelope lacrado, contendo, na face externa, apenas a identificação da Linha de Pesquisa escolhida pelo candidato e a categoria (Mestrado).
5 - O candidato deve escolher apenas uma Linha de Pesquisa, dentre as seguintes:
- Processos Civilizatórios: Educação, Memória e Pluralidade Cultural.
- Educação, Práxis Pedagógica e Formação do Educador
- Educação, Gestão e Desenvolvimento Local Sustentável
- Educação, Currículo e Processos Tecnológicos.
6 – O Anteprojeto apresentado pelo candidato deverá manter correspondência com a Linha de Pesquisa escolhida.
7 - A ausência de indicação de Linha de Pesquisa e/ou do Idioma implicará na anulação da inscrição.
8 - Inscrições com pendência de documento serão automaticamente excluídas do processo de seleção.
9 - Documentos comprobatórios poderão ser solicitados pela Comissão de Seleção.
10 - O candidato poderá consultar o site www.ppgeduc.uneb.br, no qual constará documentos e publicações que poderão subsidiar a escolha da Linha de Pesquisa, Grupos de Pesquisa e estudos sobre a temática Educação e Contemporaneidade.
11 - Todas as etapas são eliminatórias (com exceção da etapa correspondente à Língua Estrangeira).
12 - Na prova de língua estrangeira será permitido o uso de dicionário, mas não será permitido o empréstimo do dicionário entre candidatos, durante a realização da prova.
13 - A nota mínima 7,0 (sete) é referência para classificação em cada etapa e é aplicada para todos os candidatos; no caso de vaga não preenchida, a mesma será destinada à demanda social.
14 - A Uneb, através do PPGEduC, disponibilizará vagas para negros e índios, conforme Resolução do CONSU n.º 468/2007 (D.O.E. de 16.08.2007), e o PPGEduC reservará 50% das vagas para docentes da Uneb, observado o disposto no item anterior.
15 - A Uneb, através do PPGEduC, disponibilizará 10% a mais do total das vagas para estrangeiros não residentes no Brasil, observado o disposto no item 13 deste edital, aos quais serão exigidos apresentação de documento que ateste proficiência em Língua Portuguesa emitido por universidade ou instituição reconhecida nacional ou internacionalmente ou realização de prova de Língua Portuguesa, em data a ser divulgada no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC.
16 - Os nomes dos candidatos aprovados, a cada etapa, serão divulgados por Linha de Pesquisa.
17 - A seleção observa a disponibilidade de vagas do quadro docente do PPGEduC, conforme orientações do Documento de Área da CAPES.
18 - O Programa dispõe de número limitado de bolsas de estudo, as quais serão alocadas segundo as normas estabelecidas pelas agências de fomento e pela Comissão de Seleção de Bolsista-PPGEduC/Uneb, conforme disponibilidade existente.
19 - Não haverá ressarcimento da taxa de inscrição.
20 - Os documentos entregues para a seleção não serão devolvidos.
21 – O candidato deverá observar as seguintes especificações técnicas e acadêmicas, conforme etapas do processo de seleção para o mestrado:
a) Homologação: resultado do processo de conferência da documentação para inscrição. Serão homologadas apenas as inscrições com documentação completa.
b) Prova Temática: prova escrita, dissertativa, relativa ao tema Educação e Contemporaneidade articulado à Linha de Pesquisa de opção do candidato. A prova terá duração máxima de 3 (três) horas, sem qualquer tipo de consulta. A análise da prova observará: desenvolvimento do eixo temático da Linha de Pesquisa, reflexão crítica sobre a relação Educação e Contemporaneidade e domínio de linguagem escrita.
c) Currículo Lattes atualizado: a ser preenchido conforme site www.cnpq.br
d) Memorial: texto de 5(cinco) a 10(dez) páginas, contendo reflexão sobre a experiência profissional e /ou produção acadêmica do candidato com ênfase nos percursos e trajetórias de vida-formação, em articulação com a sua proposta de investigação e com a Linha de Pesquisa escolhida.
e) Anteprojeto: com um máximo de 10 (dez) páginas (incluídas capa, texto e referência), observadas as normas de elaboração de trabalhos acadêmicos/ABNT e contemplados os itens: (1) Justificativa, (2) Problema (3) Objetivos (4) Fundamentos Teóricos e Metodológicos.
f) Entrevista: realizada de forma coletiva, por Banca constituída por professores das respectivas Linhas de Pesquisa, versando sobre o perfil acadêmico do candidato, seu conhecimento acerca do tema do anteprojeto, coerência com as diretrizes temáticas da Linha de Pesquisa, desempenho profissional e disponibilidade comprovada de tempo para dedicação ao Programa.
g) Prova de Língua Estrangeira: visa demonstrar, através da compreensão de textos relativos à educação, a habilidade de compreensão na leitura de língua estrangeira. Serão dispensados da prova, candidatos que apresentem certificado de proficiência de língua estrangeira, desde que expedido nos últimos 3 (três anos) e emitido por (1) instituição reconhecida nacional ou internacionalmente; (2) Pró-reitoria de Extensão da UNEB; (3) Programa de Pós-Graduação da UNEB ou outra Universidade.
22 – O candidato terá 48h após a divulgação dos resultados para entrar com recurso.
ANEXO 2 DO EDITAL Nº 042/2011
ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A SELEÇÃO / DOUTORADO
1 – O processo de seleção para o doutorado é realizado em etapas, conforme Item 3 – CALENDÁRIO DO PROCESSO DE SELEÇÃO DO DOUTORADO, do Edital acima referido.
2 - A entrega de documentos mencionados aos Itens 3.1, 3.3 e 4 do Edital será realizada na Secretaria Acadêmica do PPGEduC, no seguinte endereço: Universidade do Estado da Bahia (UNEB) - Campus I: Rua Silveira Martins, 2555 – Cabula, Salvador-Bahia – 1º andar do Prédio da Pós-Graduação - Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC).
3 - A documentação para a inscrição do candidato deve estar organizada em envelope lacrado, devendo ser observada a ordem indicada no Item 4 do Edital.
4 - A entrega de documentos (Item 3.3 do Edital) será exclusivamente efetuada mediante envelope lacrado, contendo, na face externa, apenas a identificação da Linha de Pesquisa escolhida pelo candidato e a categoria (Doutorado).
5 - O candidato deve escolher apenas uma Linha de Pesquisa, dentre as seguintes:
- Processos Civilizatórios: Educação, Memória e Pluralidade Cultural.
- Educação, Práxis Pedagógica e Formação do Educador
- Educação, Gestão e Desenvolvimento Local Sustentável
- Educação, Currículo e Processos Tecnológicos.
6 – O Projeto apresentado pelo candidato deverá manter correspondência com a Linha de Pesquisa escolhida.
7 - A ausência de indicação de Linha de Pesquisa e/ou do(s) Idioma(s) implicará na anulação da inscrição.
8 - Inscrições com pendência de documento serão automaticamente excluídas do processo de seleção.
9 - Documentos comprobatórios, gravados em CD, poderão ser solicitados pela Comissão de Seleção.
10 - O candidato poderá consultar o site www.ppgeduc.uneb.br, no qual constará, a partir de 15 de agosto de 2011, documentos e publicações que poderão subsidiar a escolha da Linha de Pesquisa, Grupos de Pesquisa e estudos sobre a temática Educação e Contemporaneidade.
11 – Todas as etapas são eliminatórias (com exceção da etapa correspondente à Língua Estrangeira).
12 – Na prova de língua estrangeira será permitido o uso de dicionário, mas não será permitido o empréstimo do dicionário entre candidatos, durante a realização da prova.
13 - A nota mínima 7,0 (sete) é referência para classificação em cada etapa e é aplicada para todos os candidatos; no caso de vaga não preenchida, a mesma será destinada à demanda social.
14 - A Uneb, através do PPGEduC, disponibilizará vagas para negros e índios, conforme Resolução do CONSU n.º 468/2007 (D.O.E. de 16.08.2007), e o PPGEduC reservará 50% das vagas para docentes da Uneb, observado o disposto no item anterior.
15 - A Uneb, através do PPGEduC, disponibilizará 10% a mais do total das vagas para estrangeiros não residentes no Brasil, observado o disposto no item 13 deste edital, aos quais serão exigidos apresentação de documento que ateste proficiência em Língua Portuguesa emitida por universidade ou instituição reconhecida nacional ou internacionalmente ou realização de prova de Língua Portuguesa em em data a ser divulgada no site do PPGEduC – www.ppgeduc.uneb.br – e no mural da Secretaria Acadêmica do PPGEduC.
16 - Candidatos selecionados para a etapa da Entrevista deverão entregar, na Secretaria do PPGEduC, antes da entrevista, 2 (duas) cópias em CD, dos principais trabalhos publicados e/ou a dissertação de mestrado defendida, nos últimos 3 anos.
17 - Os nomes dos candidatos aprovados, a cada etapa, serão divulgados por Linha de Pesquisa.
18 - A seleção observa a disponibilidade de vagas do quadro docente do PPGEduC, conforme orientações do Documento de Área da CAPES.
19 – O Programa dispõe de número limitado de bolsas de estudo, as quais serão alocadas segundo as normas estabelecidas pelas agências do fomento e pela Comissão de Seleção de Bolsista-PPGEduC/UNEB, conforme disponibilidade existente.
20 - Não haverá ressarcimento da taxa de inscrição.
21 - Os documentos entregues para a seleção não serão devolvidos.
22 – O candidato deverá observar as seguintes especificações técnicas e acadêmicas, conforme etapas do processo de seleção para o doutorado:
a) Homologação: resultado do processo de conferência da documentação para inscrição. Serão homologadas apenas as inscrições com documentação completa.
b) Currículo Lattes atualizado: a ser preenchido conforme site www.cnpq.br
c) Memorial: texto de 5 (cinco) a 10 (dez) páginas, contendo reflexão sobre a experiência profissional e /ou produção acadêmica do candidato com ênfase nos percursos e trajetórias de vida-formação, em articulação com a proposta de investigação e com a Linha de Pesquisa escolhida.
d) Projeto: em até 10 (dez) páginas (incluídas capa, texto e referência), observadas as normas de elaboração de trabalhos acadêmicos/ABNT e contemplados os itens: (1) Justificativa, (2) Objetivos (3) Problema ou Pergunta da Pesquisa, (4) Fundamentação teórica-conceitual, e (5) Metodologia.
e) Entrevista: realizada de forma individual, por Banca constituída por professores das respectivas Linhas de Pesquisa, versando sobre o perfil acadêmico do candidato, seu conhecimento acerca do projeto de pesquisa, coerência com as diretrizes temáticas da Linha de Pesquisa, desempenho profissional e disponibilidade comprovada de tempo para dedicação ao Programa.
f) Prova de Língua Estrangeira: visa demonstrar, através da compreensão de textos em educação, a habilidade de compreensão na leitura de língua(s) estrangeira(s). Serão dispensados da prova, candidatos que apresentem certificado de proficiência de língua estrangeira, desde que expedido nos últimos 3 (três anos) e emitido por (1) instituição reconhecida nacional ou internacionalmente; (2) Pró-reitoria de Extensão da UNEB; (3) Programa de Pós-Graduação da UNEB ou outra Universidade.
Linha de Pesquisa, desempenho profissional e disponibilidade comprovada de tempo para dedicação ao Programa.

ANEXO 3 DO EDITAL Nº 042/2011
DISPONIBILIDADE DOCENTE DE VAGA
PARA ORIENTAÇÃO MESTRADO /DOUTORADO
Linha de Pesquisa 1
Processos Civilizatórios: Educação, Memória e Pluralidade Cultural

Professores
Nível
Vagas
Alfredo Eurico Roberto da Matta
M
2
Ana Célia da Silva
M
--
Delcele Mascarenhas Queiroz
M e D
1
Elizabete Conceição Santana
M
--
Gilmário Moreira Brito
M
2
Jaci Maria Ferraz Menezes
M e D
2
Kátia Maria Santos Mota
M e D
1
Lívia Alessandra Fialho da Costa
M e D
2
Luciene Maria da Silva
M e D
2
Luciano Costa
M
1
Marcos Luciano Messeder
M
2
Narcimária Correia do Patrocínio Luz
M
1
Sueli Ribeiro Souza
M
2
Wilson Roberto de Mattos
M e D
-
Disponibilidade de vagas: Mestrado 14 e Doutorado 04

Linha de Pesquisa 2
Educação, Práxis Pedagógica e Formação do Educador

Professores
Nível
Vagas
Augusto Cesar Rios Leiro
M
2
Elizeu Clementino Souza
M e D
2
Jane Adriana Vasconcelos Pacheco Rios
M
2
Liana Gonçalves Pontes Sodré
M e D
2
Maria de Lourdes Soares Ornellas Farias
M e D
3
Sandra Regina Soares
M e D
2
Verbena Maria Rocha Cordeiro
M
1
Disponibilidade de vagas: Mestrado 09 e Doutorado 05

Linha de Pesquisa 3
Educação, Gestão e Desenvolvimento Local Sustentável

Professores
Nível
Vagas
Antonio Dias Nascimento
M e D
2
Avelar Luiz Bastos Mutim
M
2
Eduardo José Fernandes Nunes
M e D
2
Ivan Luiz Novaes
M e D
2
Nadia Hage Fialho
M e D
3
Ronalda Barreto Silva
M e D
1
Disponibilidade de vagas: Mestrado 07 e Doutorado 05

Linha de Pesquisa 4
Educação, Currículo e Processos Tecnológicos

Professores
Nível
Vagas
Arnaud Soares de Lima Junior
M e D
1
Lynn Rosalina Gama Alves
M e D
2
Maria Olívia de Matos Oliveira
M
1
Tânia Maria Hetkowski
M e D
1
Disponibilidade de vagas: Mestrado 02 e Doutorado 03

GABINETE DO REITOR DA
UNEB, 21 de julho 2011.
Lourisvaldo Valentim da Silva
Reitor

D.O.E. Salvador, Bahia · Sexta-feira
22 de julho de 2011
Ano · XCV · No 20.613


terça-feira, 19 de julho de 2011

Palestra com Dra. Larissa Ornellas - O declínio da Função Paterna

A Profª Drª em Psicanálise pela Universidade Paris VII, Larissa Ornellas, em sua passagem por Salvador, falará para profissionais e estudantes sobre o tema O declínio da função paterna.
Decorrente da importância do tema na contemporaneidade, cujas subjetividades são estruturadas nesta crise de autoridade, ocasionando a incidência de novos sintomas na cultura, o que nos faz sentir a nostalgia do pai, sobretudo no contexto escolar,  a Dra. Larissa Ornellas, Profa. e Dra. em Psicanálise pela Universidade Paris VII, trará uma fala sobre este assunto e convida para um debate, que ocorrerá nesta terça, 19 de julho, das 19:00h as 20:30:00h, no auditório do Instituto Quatro Estações, na Barra.
End.: Rua Recife, 115 - Jardim Brasil, Barra.

domingo, 17 de julho de 2011

Muitas flores brotaram...

 
O final de semana trouxe descobertas para um grupo de sujeitos que traz, em comum, o envolvimento na pesquisa em Psicanálise e Educação e Representações Sociais. 
No calor da fogueira e da acolhida pode-se perceber que mesmo envolvido em lama é possivel se ver as estrelas e que o mesmo fogo que aquece e conforta no frio pode ficar fora do controle e oferecer risco.
E como nao correr riscos se tecemos a cada instante teias de 
endividamentos com o outro? 
E como não nos endividarmos se a fala é sedutora e cobra isso de cada um?
E como não contrair dívidas com a gente simples que apenas diz 
que não quer falar e expressa tanto afeto?
E como pagar a dívida com o por do sol, a samambaia e o mugido do boi 
que avisa que o dia amanheceu?
A música nas vozes misturadas ao som do violão encerrando um dia de exercício intelectual deu um toque de aconchego e criou laços. Bom dançar, ouvir, cantar, ser grupo, ser Gepe@no (a).

quinta-feira, 14 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

A Dança, a Escola - Tela, Escultura e e Arte viva.


http://www.niteroiartes.com.br/cursos/la_e_ca/trecho1.html

A Dança, de Matisse, sempre faz emergir do fundo de minha memória a imagem primeira de escola que se fez em mim. Talvez tenha sido assim a minha primeira escola; talvez dançassem professores e alunos, de forma leve e livre, despidos de mal estar, de sombras, de roupas.  A escola do imaginário de uma criança, emoldurada num quadro em que não cabe mais, hoje se faz desejo e letra e tenta subverter a ordem imposta pela contemporaneidade, se colocando como espaço de predominância de afetos positivos e prazerosos mesmo sob o véu da violência do não ver, não escutar e não agir.

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Obra da escultora Alice Pittaluga)
Foto de LEIDE ANTONINO - JD BOTÂNICO - RJ

Esculpida em pedra, talhada com ferro, formada com mãos, A Dança toma uma nova dimensão, uma vida diferente da que pulsa nas tintas da tela.
Na arte esculpida e exposta no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, vejo a escola "quase" real, por onde desfilam as faltas, as frustrações, os desejos, as construções que se desconstroem e se reconstroem a cada dia. Um desenho que diz que é possível o som de música que embale e toque as paredes de um espaço sem limites como é a escola.

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Viver essa escola formada por gente, por corpos circulantes que rompem as barras do desprazer, mesmo no desconforto de ser e estar num lugar de trânsito e inconsistência é um desafio constituído. Qual é o som que se produz nessa escola? Qual é o ritmo dessa dança? O que investe o professor nesse seu fazer? Qual é o lugar dessa escola na contemporaneidade?
Performance Lama -Stella Maris - Salvador 



Deixo a reflexão: quem sabe, juntos, não possamos refazer esse lugar e propormos uma nova dança?

sábado, 2 de julho de 2011

A Moça Tecelã - por Marina Colasanti

Marina Colasanti
Marina Colasanti (1938) nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil.  Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis.  Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei, mas não devia e também por Rota de Colisão.

A MOÇA TECELà
Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos  do algodão  mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.

Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.

Assim, jogando a lançadeira de um lado para outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.

Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.

Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou em como seria bom ter um marido ao lado.

Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponto dos sapatos, quando bateram à porta.

Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando em sua vida.

Aquela noite, deitada no ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.

E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque tinha descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.

— Uma casa melhor é necessária — disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.

Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente.

— Para que ter casa, se podemos ter palácio? — perguntou. Sem querer resposta imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.

Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.

Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.

— É para que ninguém saiba do tapete — ele disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: — Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!

Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.

E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou em como seria bom estar sozinha de novo.

Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins.  Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido estranhando a cama dura, acordou, e, espantado, olhou em volta.  Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

Texto extraído de RECANTO DAS LETRAS.  http://www.recantodasletras.com.br/resenhasdelivros/1413748