domingo, 17 de junho de 2018

RECICLAGEM DE PNEUS

Nem tudo que não vai mais ser usado para a finalidade original se transforma em lixo...

Esta obra de arte foi feita com pneu que seria descartado, lixo. 

Com seus alunos, os professor de artes  utilizaram estes materiais para dar vida ao ambiente, transformando-os em jardineira.


A obra de arte está na sede da AABB, onde funciona uma CCS (Centro de Convivência Socioassistencial) da Fundação Cidade Mãe.

Nesta Unidade Educativa são oferecidos os cursos de Artes, Futebol e Dança para mais de 50 jovens e crianças, além de atendimento psicopedagógico.

Psicopedagoga Edileide

Educadora Maristela e Psicopedagoga Lis sandra


A ESCOLA DO SÉCULO XIX


A escola do século XIX



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Dizem-nos alguns cientistas da educação, velhos catedráticos convertidos em novos gurus educativos, que a escola que temos é a mesma de há 150 ou 200 anos, do tempo da Revolução Industrial. Precisa por isso de ser mudada de alto a baixo, pois essa não é a escola que em pleno século XXI, devemos querer.
O argumento é poderoso: basta ver a quantidade de gente que anda por aí em busca inquieta de novas pedagogias, metodologias e tecnologias mais adaptadas aos tempos em que vivemos.
No entanto, o argumento não é verdadeiro. A escola de hoje não é a do século XIX, nem tão-pouco a do século XX, porque a educação, tal como a sociedade, não pararam de evoluir e de se renovar. Mas o essencial não mudou, nem deveria ter mudado: a escola é um local onde as crianças e jovens aprendem, com profissionais habilitados para as ensinar.
Ninguém utilizaria hoje um automóvel do século XIX para as suas deslocações quotidianas; no entanto, apesar do fosso tecnológico, os carros desse tempo e os dos nossos dias cumprem a mesma finalidade básica, que é a de permitir que as pessoas se desloquem de forma autónoma entre sítios distantes. E com a escola passa-se exactamente a mesma coisa.
Mas insistir na ideia de que a escola actual segue o “paradigma” da escola massificada e taylorizada da era industrial pode ser também o reflexo da falta de conhecimento sobre o que era a escola nesse tempo e como, desde então, se transformou.
A verdade é que a escola do século XIX era frequentada apenas por uma minoria de crianças. As meninas, quando as deixavam estudar, raramente iam além do ensino primário. O trabalho infantil, na agricultura, nos serviços domésticos, nas fábricas e nas minas, era uma realidade omnipresente.
Eram raros os livros na escola do século XIX, demasiado caros para serem usados por crianças. Escrevia-se em lousas, para poupar no uso de cadernos.
A humilhação psicológica e os castigos corporais eram frequentes, e a forma mais expedita de impor uma rígida disciplina a turmas numerosas e heterogéneas onde se misturavam alunos de diferentes idades e em anos de escolaridade diferentes. Curiosamente, a heterogeneidade é algo que algumas correntes pedagógicas modernas, que querem derrubar as paredes das salas de aula, pretendem, à sua maneira, recuperar.
O ensino baseava-se na memorização e, ao contrário do que por vezes se pensa, aprendia-se muito menos do que se aprende hoje. Cada nova geração tem vindo a adquirir mais conhecimentos académicos do que as anteriores, e esse é um elemento fundamental na base da profunda evolução económica, social, cultural e tecnológica do mundo ocidental nos últimos duzentos anos.
O aumento da instrução e do conhecimento tem sido também um poderoso factor de mobilidade social a nível individual, fazendo funcionar o chamado “elevador social”. Quando jovens pobres, mas inteligentes e talentosos, tiram partido das oportunidades que a escola lhes dá para competirem com êxito com os meninos ricos que estudaram nos colégios, torna-se evidente que a escola de hoje já não é, para desgosto de alguns, a escola conformista e reprodutora de desigualdades que existia no século XIX.

quinta-feira, 29 de março de 2018

PROBLEMA DE PESQUISA: O QUE É?????


Formular o problema ajuda a pensar os caminhos da pesquisa, o tipo de resposta que se busca. É neste momento que o pesquisador reflete e problematiza a questão, ou seja, identifica no tema a dificuldade teórica

Pode acontecer de o problema já ter até uma resposta, mas são as questões mobilizadoras que justificam a pesquisa, ou seja, pode ser desejo do pesquisador aprofundar um assunto para analisar as condições em que se dão certos fenômenos ou como estes podem ser influenciados por outros fenômenos. 


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Mas já são tantos problemas na cabeça de um estudante... agora mais este????

Bom, o PROBLEMA DA PESQUISA é uma questão importante; depois de definido o tema, há que se formular o problema, aquilo que vai guiar todo o percurso da pesquisa que é, quase sempre, a construção de uma resposta ao problema.

Com o tema já delimitado, é preciso ler autores que discutem o assunto em questão e perceber como eles problematizam o assunto, como apresentam as questões que norteiam referentes ao tema.

Mas o que é problema?

Neste caso, problema é uma questão a ser resolvida e que é objeto de discussão, em qualquer domínio do conhecimento. Para apresentar esta definição, busquei ajuda no AURÉLIO e, das definições que ele apresenta, esta é a que mais se aproxima do PROBLEMA DE UMA PESQUISA.

O problema é uma inquietação do pesquisador e a pesquisa é o meio para buscar a sua resposta. É algo pessoal sim, mas que deve seguir algumas orientações como, por exemplo, ser REDIGIDO COM CLAREZA, em forma de PERGUNTA. É necessário, também, que ele seja algo SOLUCIONÁVEL, possível de COMPROVAR EMPIRICAMENTE.

Segundo Gil (2006, p. 49-50):

[...] na acepção científica, problema é qualquer questão não resolvida e que é objeto de discussão, em qualquer domínio do conhecimento [...] pode-se dizer que um problema é testável cientificamente quando envolve variáveis que podem ser observadas ou manipuladas. As proposições que se seguem podem ser tidas como testáveis: Em que medida a escolaridade determina a preferência político-partidária? A desnutrição determina o rebaixamento intelectual? Técnicas de dinâmica de grupo facilitam a interação entre os alunos? Todos estes problemas envolvem variáveis suscetíveis de observação ou de manipulação. É perfeitamente possível, por exemplo, verificar a preferência político-partidária de determinado grupo, bem como o seu nível de escolaridade, para depois determinar em que medida essas variáveis estão relacionadas.
Ou seja, construa uma proposição testável, possível de investigar.
Mas, o que é uma varável?????
Lakatos e Marconi (2001) dizem que uma variável pode ser considerada como uma classificação ou medida, um conceito operacional que apresenta valores, passível de mensuração. Na pesquisa, variável é aquilo que varia, possível de se observar e mensurar. Por exemplo, o mal-estar docente, a relação entre professor e aluno, a causa da evasão na EJA, a ludicidade enquanto propulsora da aprendizagem na educação infantil...

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As variáveis, no entanto, precisam ser controladas para não interferirem no objeto da pesquisa, do contrário todo o processo pode ser alterado e ter resultados comprometidos.
 Recomendo a leitura do livro de Antonio Carlos Gil:
https://ayanrafael.files.wordpress.com/2011/08/gil-a-c-mc3a9todos-e-tc3a9cnicas-de-pesquisa-social.pdf

quinta-feira, 15 de março de 2018

EXPOSIÇÃO DE ARTES - GILSON CARDOSO (CANTINA DA LUA)

METAMORFOSE URBANA SOBRE AS ÁGUAS


O artista plástico e professor de artes Gilson Cardoso está expondo na Cantina da Lua, na Vila Caramuru, antigo Mercado do Peixe do Rio Vermelho. O tema é Metamorfose urbana sobre as águas e tem o objetivo também de educar a população sobre a importância da água e trazendo para o debate o lixo que ali são descartados.


O artista produz objetos de decoração a partir da reciclagem de materiais que ainda tem muita vida e que, geralmente,vira lixo.


São mais de 20 anos transformando resíduos em peças decorativas. 


A exposição é composta por pinturas, esculturas, objetos e móveis  construídos com  pneus, papelão, plástico e outros materiais descartados. Gilson Cardoso é artista plástico formado pela Escola de Belas Artes da UFBA e já participou de várias exposições individuas e coletivas nacionais e se prepara para sua primeira individual na Europa. 



Vale conferir.


sábado, 24 de fevereiro de 2018

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL E DA APRENDIZAGEM

AULA DIA 23/02/2018


Começamos nossa discussão a partir deste título: o que é avaliação educacional e da aprendizagem? 

Podemos dizer que é o processo de avaliação que ocorre com os alunos nas instituições de ensino. Hoje falamos de avaliação processual, aquela que ocorre no decorrer do ano ou semestre, por meio de dispositivos ou instrumentos diversificados e que tem por proposta principal promover a aprendizagem.

Avaliar para verificar e planejar novos processos de ensino, novas formas para apara que o aluno alcance a aprendizagem.

Assim, ensinar implica tres processos: o primeiro, em que se apresenta o tema ao aluno; o segundo, quando se pede uma demonstração da aprendizagem, ou seja, quando se aplica algum dispositivo como exercísios em sala, seminários, provas, testes, resenhas; e o terceiro, quando o professor avalia estes dispositivos aplicados e analisa se foi exitoso em seu processo de ensino. Neste momento, se faz o planejamento, ou replanejamento, para fixar os assuntos e garantir alguma aprendizagem.

Muito se tem a falar sobre avaliação e aprendizagem. Para início de conversa, vamos ler os textos abaixo indicados nos links. Em seguida, continuaremos nosso diálogo.


https://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/eae/arquivos/1418/1418.pdf


http://revistas.cesgranrio.org.br/index.php/metaavaliacao/article/viewFile/217/pdf

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

PEDAGOGIA UCSAL

Primeira semana de aula de 2018.1 no Curso de Pedagogia da Ucsal foi muito boa!!! 
O encontro com as turmas foi produtivo, pois iniciamos discutindo um tema muito interessante e necessário na academia: o plágio.
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https://bibliotecaucs.wordpress.com/2014/07/16/plagio-academico-e-crime/

Importante também é falar de produções na academia, da autenticidade, da criatividade e qualidade dos textos.
Além de plágio, falamos um pouco de TCC e do momento de apresentar este que, para alguns, é um bicho de sete cabeças!

Para finalizar o processo de aula, indicamos como atividade complementar a elaboração de um material. O grupo vai produzir sua própria cartilha sobre o plágio, com entrega prevista para a segunda semana de março.
Turmas: 

  1. Currículo e práxis pedagógica (5º semestre)
  2. LAPE II - Espaços formais de educação (2º semestre)
  3. Fundamentos do currículo (4º semestre)
  4. Avaliação educacional e da aprendizagem (7º semestre)


Para a turma de CURRICULO E PRÁXIS PEDAGÓGICA, segue um texto para embasar a próxima discussão.

http://www.efdeportes.com/efd161/curriculo-oculto-x-curriculo-formal.htm


https://bibliotecaucs.wordpress.com/2014/07/16/plagio-academico-e-crime/



UM POUCO DA LEI

Código Civil, Art. 524
“a lei assegura ao proprietário o direito de usar, gozar e dispor de seus bens, e de reavê-los do poder de quem quer que, injustamente, os possua”.

Código Penal

Crime contra o Direito Autoral, previsto nos Artigos 7, 22, 24, 33, 101 a 110, e 184 a 186 (direitos do Autor formulados pela Lei 9.610/1998) e 299 (falsidade  ideológica).

Art. 7 - define as obras intelec­tuais que são protegidas por lei: “as cria­ções do espírito, expressas por qualquer meio ou fixa­ das em qualquer suporte, tangível ou intangível, co­nhecido ou que se invente no futuro”.

Art. 22 a 24 - regem os direitos morais e patrimoniais da obra criada, como pertencen­tes ao seu Autor.

Art. 33 - diz que ninguém pode reproduzir a obra inte­lectual de um Autor, sem a permissão deste.

Art. 101 a 110 - tratam das sanções cíveis aplicáveis em casos de violação dos direitos au­torais, sem exclusão das possíveis sanções penais.

Art. 184 - configura como crime de plágio o uso indevido da propriedade intelectual de outro.

Art. 299 - define o plágio como cri­me de falsidade ideológi­ca, em documentos par­ticulares ou públicos.

REFERÊNCIAS
NERY, Guilherme; BRAGAGLIA, Ana Paula; CLEMENTE, Flávia  e BARBOSA, Suzana.  Nem tudo o que parece é: entenda o que é plágio. Comissão de Avaliação de Casos de Autoria, do Departamento de Comunicação Social - Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS) da Universidade Federal Fluminense, disponível em http://www.noticias.uff.br/arquivos/cartilha-sobre-plagio-academico.pdf. Acessado em 01/02/2018
Até a próxima!


domingo, 18 de fevereiro de 2018

PLÁGIO


Creio que para começarmos o ano letivo é necessário falar sobre algo que às vezes é desconhecido por alguns acadêmicos, que são os procedimentos para elaboração de trabalhos solicitados pelos componentes curriculares.

É necessário entender que, na academia, o aluno está em processo de aprendizagem; nem tudo é sabido e vai se conhecendo com o tempo. Assim, é bom lembrar que quando se solicita uma produção, esta precisa ser autentica, construída com as próprias e ideias e críticas sobre os temas; obviamente, muito já se escreveu sobre o assunto solicitado, ou mesmo que não exista muita bibliografia, a que existe será consultada. E aí está o grande lance: consultou, tem que citar. Tem que dizer de onde veio a ideia inicial. Tem que dizer de onde surgiu o texto que se escreve.

Existem vários tipos de plágio, ou seja, não considerado plágio apenas quando se copia, na íntegra, o texto de outro autor.  
Copiar trechos e não citar a fonte também é plágio. 
Reformular um texto lido (e nao citar a fonte) também é plágio.
Copiar a ideia (e não citar a fonte) também é plágio.

Ou seja, assumir como seu o que outro pensou, elaborou e escreveu É PLÁGIO. E plágio é crime.

Eu ia fazer um material sobre o tema, algo como uma cartilha, e encontrei na internet mais de um modelo de cartilha. Desnecessário fazer algo que já está feito e disponível. Neste caso, é melhor indicar a leitura deste material.

Resultado de imagem para plágioTrata-se de um material criado pela Comissão de Avaliação de Casos de Autoria, do Departamento de Comunicação Social - Instituto de Arte e Comunicação Social (IACS) da Universidade Federal Fluminense. A comissão é formada por

Guilherme Nery (Presidente) 
Ana Paula Bragaglia 
Flávia Clemente 
Suzana Barbosa 

Sugiro a leitura. O acesso é pelo link abaixo, onde encontrei o material. 

http://www.noticias.uff.br/arquivos/cartilha-sobre-plagio-academico.pdf