sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

12ª CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE REPRESENTAÇÕES SOCIAIS




NORMAS GERAIS PARA A INSCRIÇÃO E SUBMISSÃO DE TRABALHOS 

• A inscrição e o pagamento para participar da 12ª Conferência Internacional 
sobre Representações Sociais e do IV Colóquio Luso-Brasileiro sobre Saúde, 
Educação e Representações Sociais é condição para submissão de trabalhos. 
• Cada participante poderá submeter e apresentar até 5 trabalhos, assim 
distribuídos: 2 como autor/a e 3 como co-autor/a, independentemente da 
modalidade. 
• Cada trabalho poderá ter, no máximo, 4 autores/as e todos deverão realizar 
inscrição e pagamento no evento para o envio do mesmo, independentemente da 
modalidade. 
• O/a estudante deverá apresentar cópia da matrícula acadêmica para 
comprovação da situação no ato do pagamento. Para isso, deve digitalizar o 
referido documento e anexá-lo no item específico constante da ficha de 
inscrição. 
• Poderão submeter trabalhos os/as participantes que realizaram sua inscrição e 
pagamento com até 5 dias de antecedência da data limite de envio de trabalhos. 
• O acesso ao Sistema de Submissão de Trabalhos será disponibilizado cinco dias 
após o pagamento da inscrição. 
• Para revisar dados cadastrais, enviar trabalhos e/ou acompanhar a avaliação dos 
mesmos acessar o site http://cirs2014.fcc.org.br. 
• A Comissão Científica reserva-se o direito de não aceitar resumos que não 
contemplem a temática da Conferência ou que não estejam formatados conforme 
as orientações de envio.  
• Os pareceres da Comissão Científica do evento são conclusivos e, como tal, não 
estão sujeitos a recurso ou revisão. 
• Em caso de não aprovação, a taxa de pagamento da inscrição não será devolvida. 
• Para submissão de trabalhos, será necessário anexar 2 arquivos: um deles com a 
identificação dos/as autores/as e outro sem a identificação dos/as autores/as – 
sendo que este último não poderá conter qualquer tipo de identificação ou 
referência explícita de autoria. Caso ocorra a quebra do anonimato, o trabalho 
será automaticamente desclassificado. 
• IMPORTANTE: O nome do arquivo deve conter apenas o CPF do/a primeiro/a 
autor/a, incluindo o dígito verificador sem o hífen, seguido da sigla “ID” para 
texto identificado e “NI” para o texto não-identificado. Exemplo: 5790006090-
ID.doc e 5790006090-NI.doc. 


NORMAS GERAIS PARA A FORMATAÇÃO DE TRABALHOS 

O respeito aos critérios de normalização e formatação definidos pelo evento é condição 
para que os trabalhos sejam encaminhados à avaliação da Comissão Científica, portanto 
o arquivo deve obedecer às seguintes instruções gerais: 
a) a extensão será sempre “.doc” ou “.docx”; 
b) não ultrapassar 2 mega; 
c) papel tamanho A4; 
d) margens superior e inferior com 3 cm; 
e) margens esquerda e direita com 2,5 cm; 
f) páginas não devem estar numeradas; 
g) fonte: Times New Roman; 
h) tamanho da fonte: 12; 
i) espaçamento: 1,5; 
j) alinhamento: justificado; 
j) sem marcas de parágrafo; 
k) título: em negrito, centralizado, com todas as palavras em letras MAIÚSCULAS. 
Para o corpo do texto do trabalho, elencou-se 7 itens principais com os subtítulos 
sugeridos a seguir: 
• Apresentação (Título, Autores/as, Coautores/as, Instituição, Eixo Temático, 
Agência Financiadora);  
• Resumo (parágrafo único, espaçamento 1,5 e justificado); 
• Palavras-chave (indicação de 3 a 5 palavras-chave); 
• Introdução; 
• Desenvolvimento; 
• Considerações Finais / Conclusão; 
• Referências. 
Obs: O/a autor/a pode utilizar outros nomes para os subtítulos, contanto que o conteúdo 
se refira aos itens elencados. 



NORMAS ESPECÍFICAS PARA SUBMISSÃO, FORMATAÇÃO E ENVIO DE 
TRABALHOS 

Mesa-redonda (MR) 
A mesa-redonda tem, por propósito, discutir temas de interesse geral e de especial 
relevância no debate teórico-metodológico contemporâneo no campo dos estudos das 
representações sociais. Cada mesa-redonda contará com a participação de 3 a 4 
expositores/as, preferencialmente de, no mínimo, duas instituições diferentes. O/a 
proponente da mesa-redonda, bem como seus membros, devem estar inscritos/as na 12ª 
CIRS e IV CLBSERS. 
Cada apresentador/a terá entre 20 e 30 minutos para exposição. A divulgação de 
conhecimentos derivados de uma pesquisa ou atividade profissional isolada não se 
enquadra nesta modalidade. O mérito da proposta será analisado pela Comissão 
Científica. 
A montagem prévia da mesa-redonda será de responsabilidade dos/as autores/as e um/a 
deles/as deverá ser indicado/a como coordenador/a da mesa, tendo a responsabilidade 
de: 
a) atribuir um título à mesa-redonda; 
b) compor a mesa-redonda no Sistema de Submissão de Trabalhos, inserindo, no 
mínimo 3 e, no máximo, 4 trabalhos que comporão a mesa; 
c) elaborar um resumo com os objetivos da mesa-redonda e com a justificativa da 
relevância do debate proposto (até 1000 palavras); 
d) indicar de 3 a 5 palavras-chave que traduzam a proposta da mesa-redonda. 
  

Cada um dos trabalhos constantes da mesa-redonda deverá ser apresentado a partir dos 
seguintes critérios: 
• até 6 páginas, incluindo-se as referências e o resumo. 
• resumo, redigido em parágrafo único, com espaçamento 1,5, justificado, com 
300 a 500 palavras; 
• indicação de 3 a 5 palavras-chave; 
• introdução, o problema de pesquisa investigado e/ou objetivo da pesquisa, 
referencial teórico, metodologia, resultados, discussões, considerações finais e 
referências; 
• todos os/as autores/as e coautores/as que constarem no trabalho individual 
devem ter realizado o pagamento da inscrição no evento; 
• todos os trabalhos de uma mesa redonda devem ser submetidos dentro do 
mesmo Eixo Temático. 

Sessão de comunicação oral (SCO) 
As comunicações orais consistem em uma atividade científica proposta pelos/as 
inscritos/as no evento. As sessões de exposição das comunicações são organizadas pela 
Comissão Científica com vistas a proporcionar um espaço para a apresentação de relatos 
de pesquisas e práticas sobre uma mesma temática. Cada apresentador/a de trabalho terá 
15 minutos para exposição. 
As sessões serão coordenadas por um/a pesquisador/a, a convite da Comissão Científica 
do evento. 
Os trabalhos submetidos nessa modalidade deverão atender aos seguintes critérios: 
• ter ente 6 e 8 páginas, incluindo-se as referências e o resumo;  
• o resumo deverá ser redigido em parágrafo único, com espaçamento 1,5, 
justificado, 300 a 500 palavras e a indicação de 3 a 5 palavras-chave; 
• o texto deverá conter uma introdução situando o problema de pesquisa e/ou 
objetivo da pesquisa, referencial teórico, metodologia, resultados, discussões e 
considerações finais. 

Pôster (SIP) 
As seções interativas de pôster consistem na apresentação de relatos de pesquisas, ou 
intervenções, em formato painel. Propostos pelos/as inscritos/as no evento, os pôsteres 
deverão ser elaborados de modo a expor o trabalho de maneira sintética, em um espaço 
de 0,90m de largura por 1,00m de comprimento. 
Os trabalhos aprovados serão expostos em sessão própria, em local de circulação dos 
congressistas, durante o período indicado no programa. É obrigatória a presença dos/as 
autores/as no horário em que estarão presentes os/as debatedores/as indicados/as pela 
Comissão Científica. 
Os trabalhos submetidos nesta modalidade deverão apresentar um resumo respeitando 
os seguintes critérios: 
• resumo deverá ser redigido em parágrafo único, com espaçamento simples, 
justificado, com 300 a 500 palavras, contendo: a breve introdução, o problema 
de pesquisa investigado e/ou objetivo da pesquisa, referencial teórico, 
metodologia, resultados, discussões e considerações finais; 
• indicação de 3 a 5 palavras-chave; 
• todos/as os/as autores/as e coautores/as que constarem no trabalho devem ter 
realizado o pagamento da inscrição no evento. 
Se aprovado, a apresentação gráfica deverá conter as seguintes especificações:  
• título, autor/a com e-mail, instituição, introdução/justificativa, objetivos, marco 
teórico, metodologia, resultados e referências; 
• medidas: 0,90m de largura por 1,00m de comprimento. 
Caso apareça algum elemento que não esteja descrito e/ou o/a autor/a tenha dúvidas 
quanto à formatação, solicitamos que entre em contato com a organização do evento 
pelo e-mail cirs2014@fcc.org.br. 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Educação terapêutica e a abordagem do professor frente a criança com risco de autismo. 14 e 15 de março 2014


CURSO COMA PROFESSORA DRª MARIA CRISTINA MACHADO KUPFER - USP


Professora Titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, editora da revista
Estilos da Clínica (USP), fundadora da Pré-Escola Terapêutica Lugar de Vida e atualmente
presidente do conselho de administração do Lugar de Vida - Centro de Educação Terapêutica,
membro fundador do Laboratório de Estudos e Pesquisas Educacionais sobre a Infância
(LEPSI/USP), autora dos livros: Educação para o Futuro e Freud e a Educação: o mestre do
impossível. Organizadora dos livros: Psicanálise e ações da prevenção na primeira infância; A
Psicanálise e o Trabalho com a Criança-Sujeito. No avesso do especialista; Lugar de vida, vinte anos
depois. Exerícios de educação terapêutica; Psicanálise com crianças: clínica e pesquisa; O que os
bebês provocam nos psicanalistas; Inclusão Escolar - TRAVESSIAS - a experiência do grupo ponte -
pré-escola terapêutica lugar de vida;. Tratamento e escolarização de crianças com distúrbios
globais do desenvolvimento. Foi coordenadora nacional da pesquisa Multicêntrica de Indicadores
Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil e atualmente coordena a pesquisa: Metodologia
IRDI: uma intervenção junto a educadores de creches atravessada pela psicanálise.

PROGRAMAÇÃO

1. Encontro 1 – 14/03/2014 (Sexta-feira) – 19h às 22h

1.1. História da articulação entre os campos da Psicanálise e da Educação.
1.2. A escola como uma ferramenta terapêutica nos casos de autismo.
1.3. A metodologia IRDI na prevenção do autismo.

2. Encontro 2 – 15/03/2013 (Sábado) – 08h às 12h e 13h às 17h

2.1. Apresentação da metodologia IRDI (2h)
2.2. Apresentação e discussão teórica do acompanhamento da constituição
psíquica em creches e escolas de educação infantil pela Metodologia IRDI (2h)
2.3. Apresentação e discussão teórica do trabalho das professoras: função
materna x função maternante (4h).

PÚBLICO ALVO

Profissionais e Estudantes de Psicologia, Medicina, Fisioterapia, Pedagogia,
Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional.

DATA: 14 E 15 DE MARÇO DE 2014

SEXTA: 19:00 às 22:00 h
SÁBADO: 08:00h às 12:00h e das 13:00h às 17:00h
 LOCAL : Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.
 Sala 306 - Campus Brotas, 3º Andar do Pavilhão III.
 Carga Horária: 11 horas.

INVESTIMENTO

R$ 200,00 ( profissional )
R$ 150, 00 (estudante e grupos)  R$ 120,00 (estudantes da Bahiana e do curso de Formação do Niip - alunos que
frequentaram 2013 e os já inscritos para 2014).

 Vagas Limitadas! Reservas até 28.02.2014

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES

Site: www.niip.com.br Email e Telefone: niip.bahia@gmail.com; tel. 3245-7655

Para confirmação de sua inscrição, é necessário depósito na conta bancária
em nome de Camila Carmelo di Siervi Banco do Brasil Agência: 3385-5
Conta Corrente: 15.478-4 e posteriormente enviar comprovante para o email
Niip.bahia@gmail.com




quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

IV SIMPÓSIO MEMÓRIA, (AUTO) BIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO NARRATIVA - 07 a 09 de abril de 2014

DIVULGANDO!

IV SIMPÓSIO MEMÓRIA, (AUTO) BIOGRAFIA E DOCUMENTAÇÃO NARRATIVA
07 a 09 de abril de 2014
Auditório Jurandir Oliveira – DEDC I/UNEB

APRESENTAÇÃO
O Simpósio Memória, (Auto)Biografia e Documentação Narrativa realiza-se como ação dos Projetos ‘Multisseriação e trabalho docente: diversidade, cotidiano escolar e ritos de passagem’ (FAPESB) e Pesquisa (Auto)biográfica: pesquisa e ensino (PROFORTE-PPG/UNEB), bem como através de parcerias interinstitucionais empreendidas entre pesquisadores e grupos de pesquisas que vem se debruçando sobre o biográfico como dimensão de investigação-formação-ação e de redes de colaboração entre estudiosos do campo (auto)biográfico.
Busca-se na IV edição do Simpósio aprofundar questões teórico-metodológicas sobre biografias e documentação narrativa, nos domínios das práticas formativas no campo educacional em diálogo com diferentes fontes e perspectivas de análise. Do mesmo modo, o simpósio amplia redes de pesquisas e colaboração entre pesquisadores brasileiros, latino-americanos e europeus que têm assumido a pesquisa (auto)biográfica como perspectiva de investigação-ação-formação.
O Simpósio é promovido pelo GRAFHO (PPGEduC/UNEB), com apoio da Associação Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica (BIOgraph), da Associação Internacional das Histórias de Vida em Formação e de Pesquisa Biográfica em Educação (ASIHVIF-RBE), da Rede Latinoamericana de Pesquisa Narrativa, (Auto)biografia e Educação (RedNAUE), da Rede Científica de Pesquisa Biográfica América Latina - Europa (BioGraFia),do Colégio Internacional de Pesquisa Biográfica em Educação (CIRBE) e da Associação Norte e Nordeste das Histórias de Vida em Formação (ANNIHIVIF).
Na sua IV edição, o Simpósio Memória, (Auto)Biografia e Documentação Narrativa, intenciona ampliar a articulação entre grupos de pesquisa através da socialização de experiências de pesquisa-ação-formação e contemplar outras reflexões sobre diversos objetos de pesquisa e suas diferentes possibilidades de análise, de produção de conhecimento no campo da pesquisa (auto)biográfica, ao enfocar questões sobre documentação narrativa, escritas, análise de fontes e suas múltiplas manifestações na sociedade contemporânea.

OBJETIVOS
  • Discutir e aprofundar questões teórico-metodológicas, no âmbito do movimento biográfico, que vem se consolidando na Pesquisa e Pós-Graduação em Educação na Bahia/Brasil e os diálogos com outras associações, através da internacionalização da pesquisa;
  • Promover o intercâmbio de experiências que tomam a memória, a abordagem (auto) biográfica como objeto de pesquisa e suas diferentes possibilidades de análise;
  • Socializar resultados de pesquisa cujos objetos contemplam aspectos teórico-metodológicos da pesquisa (auto)biográfica e outras dimensões de pesquisa-formação-ação.

INSCRIÇÃO
De 14/02 a 07/03/2014 – Com apresentação de trabalho
De 18/02 a 22/03/2014 – Sem apresentação de trabalho

Divulgação dos Resultados da avaliação dos trabalhos 10/03/2014
Taxa de inscrição / Categorias
       
CATEGORIA                                                                                        TAXA DE INSCRIÇÃO
Professor / Professora do ensino superior                                            R$ 100,00
Estudantes de pós-graduação                                                                 R$ 80,00
Professor / Professora da Educação Básica                                          R$ 70,00
Estudantes de graduação e de licenciatura                                            R$ 50,00
  1. Procedimentos para inscrições

Modalidades de trabalhos:
- Sessão de Comunicação Individual
- Pôster
Condições gerais para inscrição de trabalho
Estar inscrito no evento;
Cada participante poderá inscrever um trabalho como autor principal ou como coautor;
Não será permitida a inscrição de trabalhos assinados por mais de três coautores;
Em caso de trabalhos em coautoria, os coautores devem se inscrever e realizar o pagamento
 da taxa de inscrição.
Instruções para inscrição / envio do resumo
No ato da inscrição, deverão ser encaminhados o resumo do trabalho (Comunicação
 individual ou Pôster), a ficha de inscrição e o comprovante de pagamento. Não serão
 aceitos trabalhos incompletos. Os resumos serão publicados no livro de Programa e 
resumos do Simpósio.
Envio do resumo
Os resumos, com no máximo de 300 palavras, devem ser enviados em formato Word ou
Rich Text para o seguinte endereço: grafhouneb@uol.com.br
Orientações para o resumo
Antes do título e do resumo deverá indicar o eixo temático a que se vincula o trabalho.
O resumo deverá ser configurado em papel A4, em uma versão recente do Word for
Windows, Fonte Times New Roman (corpo 12), entrelinhas simples, texto justificado,
margens em 2,5 cm. No alto da página, em maiúscula e negrito, deve constar o título do
trabalho (deixar uma linha de espaço). Em seguida, deve(m) constar o(s) nome(s) do(s)
autor(es), com identificação da(s) instituição(ões) logo abaixo do(s) nome(s) e endereço
eletrônico (deixar uma linha de espaço).
O resumo do trabalho (Comunicação individual ou Pôster) deve apresentar o mínimo de
200 e o máximo de 300 palavras; fonte Times New Roman; tamanho 12; espaçamento
simples; sem parágrafo; sem bibliografia; sem notas; sem figuras (apenas texto),
vinculando-se a um dos eixos temáticos.
Sessão de comunicação Individual
O resumo da Comunicação Individual deve ter o mínimo de 200 e o máximo de 300
palavras; fonte Times New Roman; tamanho 12; espaçamento simples; sem parágrafo;
 sem bibliografia; sem notas; sem figuras (apenas texto), vinculando-se a um dos eixos
temáticos.  As Comunicações Individuais serão posteriormente agrupadas em Sessões de
Comunicações Coordenadas pela Comissão Organizadora do Simpósio.
Observações:
1. Os textos completos deverão ser entregues após a apresentação do trabalho. A data e
 as orientações sobre a organização do texto serão encaminhadas na carta de aceite;
2. Não haverá devolução do valor da taxa de inscrição;
3. Os trabalhos aprovados só poderão ser apresentados pelos seus respectivos autores
e/ou  coautores;

PROGRAMAÇÃO
07/04/14 - Segunda-feira
12:00 às 14:00 - Credenciamento
14:00 - Abertura
José Bites Carvalho – Reitor UNEB
Carla Liane N. Santos – Vice-Reitora UNEB
Atson Carlos S. Fernandes - PPG
Valdélio Santos da Silva - DEDC - Campus I-UNEB
Eduardo José Fernandes Nunes - PPGEduC
Antônio Dias Nascimento - PPGEduC
Elizeu Clementino de Souza
15:00 – Conferência
Documentação narrativa e investigação-formação-ação em educação
Daniel Hugo Suárez – UBA
Coord.: Elizeu Clementino de Souza - UNEB
17:00 às 19:00 – Comunicações
08/04/14 - Terça-feira
8:30 às 10:30 - Mesa I
Pesquisa (auto)biográfica, documentação narrativas e infância
Maria da Conceição Passeggi – UFRN
Elaine Pedreira Rabinovich – UCSal
Maria Antonia Ramos Coutinho – UNEB
Paula Dávila - UBA
Coord: Maria de Lourdes Soares Ornellas - UNEB
10:30 às 12:30 – Mesa II 
Pesquisa (auto)biográfica e ruralidades: reflexões teórico-metodológicas
Jane Adriana Vasconcelos Pacheco Rios – UNEB
Jussara Fraga Portugal – UNEB
Ana Sueli Teixeira de Pinho - UCSal
Coord.: Sandra Regina Magalhães - UNEB
12:30 as 14:00 – Pôsteres 
Intervalo / Almoço
14:30 às 16:30 - Mesa III
Narrativas, biografias e migração: desafios e perspectivas
Kátia Maria Santos Mota - UNEB
Mickael Gadras – Paris 13
Lívia Alessandra Costa Fialho - UNEB
Coord.: Antônio Dias Nascimento – UNEB
16:30 – Lançamento de livros
17:00 às 19:00 – Comunicações 
  
09/04/14 – Quarta-feira
8:30 às 10:30 - Mesa IV
Documentação narrativa, escritas de si e práticas culturais de leitura
Mary Arapiraca – UFBA
Verbena Maria Rocha Cordeiro – UNEB
Maria Helena Besnosik - UEFS
Coord.: Márcia Rios da Silva - UNEB
10:30 às 12:30 – Mesa V
Pesquisa (uto)biográfica e narrativas: diálogos sobre entrevista, análise 
e escrita
Elizeu Clementino de Souza – UNEB
Paula Perin Vicentini - USP
José Antonio Serrano Castañeda – UPN/México
Coord.: Augusto Cesar Rios Leiro - UNEB
12:30 as 14:00 – Intervalo / Almoço
14:00 às 16:00 – Mesa VI
Narrativas biográficas, currículo e arte: leituras cruzadas
Rosvita Kolb Bernardes - UEMG
Roberto Sidnei Macedo – UFBA
Carmen Teresa Gabriel – UFRJ
Coord.: Cláudio Orlando Costa do Nascimento - UFRB
16:15 às 18h - Conferência 
Narrativas de investigação profissional (RIP)
Christine Delory-Momberger – Paris 13
Coord.: Maria da Conceição Passeggi – UFRN
18:00 as 19:30 - Mesa encerramento
Redes de pesquisa-formação e cooperação acadêmica
Daniel Hugo Suárez – UBA
Christine Delory-Momberger – Paris 13
José Antonio Serrano Castañeda – UPN
Maria da Conceição Passeggi - UFRN
Elizeu Clementino de Souza – UNEB
Coord.: Assessoria Internacional UNEB

Obs.: A programação poderá sofrer alteração até a realização do Simpósio.

MAIORES INFORMAÇÕES NO SITE DO PPGEDUC
http://www.ppgeduc.com/simposiomemoriaautobiografia/programa.html





sábado, 15 de fevereiro de 2014

X SEMINARIO DE LA RED ESTRADO



AINDA DÁ PARA INSCREVER TRABALHOS
 
15 años de la Red Latinoamericana de Estudios sobre Trabajo Docente
 
"Derecho a la educación, políticas educativas y trabajo docente en América Latina. Experiencias y propuestas en disputa"
 
 
 
Salvador, Bahía, Brasil – 12 al 15 de agosto de 2014
 
 
 
La Red Latinoamericana de Estudios sobre Trabajo Docente (Rede ESTRADO) que cumplirá 15 años en el año 2014 está organizando su X Seminario Internacional.  A lo largo de estos años la Red ESTRADO viene contribuyendo al desarrollo del debate político y de investigaciones sobre el trabajo docente en el contexto Latinoamericano por medio del intercambio entre las/os investigadoras/es y las instituciones que la integran. Los intercambios incluyen investigaciones y publicaciones conjuntas, listas de correo electrónico, página web y especialmente la organización de seminarios en los diferentes países en los cuales la Red se encuentra estructurada y en movimiento. La realización del X Seminario de la Red ESTRADO constituirá un hito relevante en su historia y tiene como objetivo contribuir a la divulgación del conocimiento producido sobre la cuestión docente en América Latina y al urgente y necesario debate sobre la valorización de las/os profesionales de la educación en los diferentes países de la región. 
 
 
PÚBLICO DESTINATARIO
 
Investigadores/as, docentes y estudiantes de grado y posgrado, sindicalistas y trabajadoras/es comprometidos con la investigación y el debate político sobre el trabajo docente.
 
 
SEDE
 
Universidad del Estado de Bahía (UNEB)
 
 
FECHAS
 
Inscripción de trabajos completos y de relatos de experiencias: hasta el 31 de marzo de 2014
Evaluación por parte del Comité Científico y publicación de los resultados: hasta el 30 de mayo de 2014
 
 
EJES TEMÁTICOS
 
Eje 1 – Naturaleza, procesos y condiciones del trabajo docente
Eje 2 – Regulaciones de la carrera docente
Eje 3 – Políticas educativas y trabajo docente
Eje 4 – Formación docente: políticas y procesos
Eje 5 – Los docentes en las políticas de evaluación
Eje 6 – Organización del trabajo y sindicalismo docente
Eje 7 – Salud y trabajo docente
Eje 8 – Trabajo docente en la Universidad
Eje 9 – Debates teóricos y metodológicos en las investigaciones sobre trabajo docente
Eje 10 – Condición docente y relaciones de género
Eje 11 – Trabajo docente y diversidad cultural
Eje 12 – Currículum y Trabajo docente 
 
 
INSCRIPCION 
 
Valor de la inscripción para expositores y participantes:
Investigadores - U$ 60 (dólares americanos) o 180 reales
Profesores de Educación Básica y estudiantes – U$ 40 (dólares americanos)  o 100 reales
 
La inscripción deberá realizarse mediante el envío del formulario que se encontrará disponible a partir del  28 de febrero en el sitio web de la Rede ESTRADO: www.redeestrado.org
 
 
NORMAS PARA LA PRESENTACIÓN DE TRABAJOS
Los trabajos deberán ser presentados en forma de comunicación de acuerdo con los ejes temáticos previstos para el seminario. Las comunicaciones orales podrán incluir trabajos académicos, resultados de investigaciones finalizadas o en desarrollo, así como estudios y relatos de experiencias.
Los resúmenes y los trabajos completos deben ser enviados en archivos realizados en Editor de texto Word 1997 o posterior, siguiendo las siguientes orientaciones: Papel A4 (29,7cm x 21cm), márgenes de 3 cm, fuente Times New Roman cuerpo 12, interlineado de 1.5, alineamiento justificado. Las páginas deben estar numeradas en margen inferior derecho.
El título debe estar en mayúscula y en negrita, con alineamiento centralizado. Los nombres de los autores deben aparecer a continuación del título del trabajo, alineados a la izquierda, acompañados solamente por la sigla de la institución de origen y el email de los autores.
El resumen debe tener una extensión máxima de 200 palabras y tres palabras clave. Los resúmenes no deben tener notas ni referencias bibliográficas.
El trabajo deberá tener forma de artículo, con una introducción del problema, un desarrollo, conclusiones y referencias. El texto completo podrá tener una extensión de hasta 15 páginas incluyendo notas al pie, referencias bibliográficas y cuadros o tablas, si los hubiere, debiendo ser observadas las normas técnicas de la ABNT  (www.abnt.org.br).
Los trabajos seleccionados serán presentados en el seminario y publicados integralmente en CD Rom.
 
 
www.redeestrado.org
 
 
 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A Perspectiva de Jean Piaget

Lino de Macedo

 Considerar a aprendizagem da criança pré-escolar em uma perspectiva de Piaget implica, de imediato, ter em conta que este autor escreveu sobre o desenvolvimento da criança e não sobre sua aprendizagem. Qual a diferença entre desenvolvimento e aprendizagem? Para Piaget, a aprendizagem refere-se à aquisição de uma resposta particular, aprendida em função da experiência, seja ela obtida de forma sistemática ou não. O desenvolvimento seria uma aprendizagem no sentido lato e ele é o responsável pela formação dos  conhecimentos. Sendo assim, Piaget interessou-se muito mais em descrever e analisar o desenvolvimento da criança do que suas aprendizagens.

Segundo Piaget, a criança pré-escolar encontra-se em uma fase de transição fundamental entre a ação e a operação, ou seja, entre aquilo que separa a criança do adulto. Além disso, é uma fase de preparação para o período seguinte (operatório concreto).

Enquanto fase de transição, o que caracteriza o período pré-escolar? Trata-se de um período com características bem demarcadas no processo de desenvolvimento e que Piaget chamou de pré-operatório. Este período localiza-se entre o sensório-motor e o operatório concreto. Suponho ser útil aos professores saberem o que significa cada um destes três períodos, para poderem apreciar a direção do desenvolvimento psicológico na perspectiva de Piaget. Saber de onde a criança vem e para onde vai em termos de desenvolvimento é, em uma perspectiva genética, tão importante quanto saber onde ela está, ainda que um aspecto não anule o outro.

O período sensório-motor caracteriza-se pela construção de esquemas de ação que possibilitam à criança assimilar objetos e pessoas. Além disso, caracteriza-se pela construção prática das noções de objeto, espaço, causalidade e tempo, necessárias à acomodação (ajustamento) destes esquemas aos objetos e pessoas com os quais interage. Tem-se um processo de adaptação funcional pelo qual a criança regula suas
ações em função das demandas de interação, compensando progressivamente, sempre no plano das sensações e da motricidade, as perturbações produzidas pela insuficiência dos esquemas no processo de interação.
O período sensório-motor caracteriza-se por uma inteligência prática, que coordena no plano da ação os esquemas que a criança utiliza. É a fase caracterizada por um contato direto, isto é, sem representação, pensamento ou linguagem, da criança com objetos ou pessoas. Construindo (sempre em termos práticos) seus esquemas de ação e as categorias da realidade, graças à composição de uma estrutura de grupo de
deslocamentos, a criança vai pouco a pouco diferenciar e integrar os esquemas de ação entre si, ao mesmo tempo que se separa, enquanto sujeito, dos objetos, podendo, por isso mesmo, interagir de forma mais complexa com eles. Lembre-se, a este respeito, a noção de objeto permanente e suas conseqüências no processo de desenvolvimento.
O acabamento do período sensório-motor coincide com uma novidade extremamente importante para o desenvolvimento da criança, que é sua nova capacidade de substituir um objeto ou acontecimento por uma representação. A função simbólica, para Piaget, é o que possibilita esta substituição e ela significa que, agora, a criança é capaz de duplicar objetos ou acontecimentos por uma palavra, por um gesto, por uma
lembrança, ou seja, é capaz de evocá-los em sua ausência. Trata-se de uma novidade importante porque a interação direta, e por isso limitada, ainda que intensa, do período sensório-motor dá lugar à interação mediada por imagens, lembranças, imitações diferidas (isto é, na ausência do objeto ou acontecimento), jogos simbólicos, evocações verbais, desenhos, dramatizações. Esta é a novidade específica do período
pré-operatório: poder representar, ter que substituir objetos ou acontecimentos por seus equivalentes simbólicos, agir agora "como sé", ou seja, por simulação.
Não é que neste período a criança tenha abandonado o plano da ação em favor da representação. Os professores de pré-escola sabem muito bem que a criança entre dois e seis anos explora ativamente pela ação e que sua inteligência se manifesta cada vez mais e melhor neste plano. O que observamos é, de um lado, uma presença paralela das representações e, de outro, uma crescente melhoria delas mormente no campo de regulações perceptivas e intuitivas. Em outras palavras, a criança neste período sofistica a
atividade sensório-motora (corre, pula, afasta-se cada vez mais de seu ambiente familiar, pode ir e voltar de um lugar a outro com segurança etc.) e ao mesmo tempo constrói progressivamente a possibilidade e a necessidade de representar ou simular situações.

Como a criança estrutura suas ações no plano das representações no período pré-operatório? A resposta que Piaget deu a essa pergunta é que, neste período, a criança estrutura as representações de forma justaposta, sincrética e egocêntrica. Seu raciocínio é transdutivo e sua compreensão é de natureza intuitiva e semi-reversível. A justaposição caracteriza-se pelo fato de que a criança liga as palavras, as imagens, as
representações entre si de forma analógica, ou seja, baseada em um assim como (semelhanças e diferenças) e não em um se... então (implicação). As idéias ficam colocadas uma ao lado da outra, por contigüidade, mas consistindo em estados e não em transformações. Não existe, ainda no plano de representação, nenhuma ligação temporal, causal ou lógica. A criança sabe fazer mas não compreende o que faz, no sentido de poder, independentemente do corpo, reconstituir o que faz no puro plano da representação, ainda
não sabe organizar (estruturando as partes entre si e formando um todo) suas representações, como sabe tão bem organizar suas ações. As ligações são, então, de natureza, justapostas, isto é, analógicas. Veja-se, por exemplo, as coleções figurais no plano da classificação ou a separação em grande e pequeno no plano da seriação. O sincretismo é a tendência de a criança, do período pré-escolar, ligar tudo com tudo, de perceber globalmente, isto é, não saber discriminar detalhes, de fazer analogias entre coisas sem uma análise detalhada delas. Daí o caráter egocêntrico deste período, ou seja, é difícil, por falta de recursos cognitivos, para a criança deste período, sair de seu ponto de vista e considerar, diferenciando e integrando, os estados e as transformações das coisas.

Tomemos um exemplo clássico de Piaget. A criança, tendo admitido que dois copos iguais têm a mesma quantidade de água, deixa de pensar assim quando se transvasa o conteúdo de um deles para outro recipiente de dimensões diferentes (uma tigela, por exemplo). Confunde a forma dos recipientes (uma dimensão) com quantidade de líquido dentro deles (outra dimensão), tal que, mudando-se uma, altera-se igualmente a outra, sem que nada tenha sido acrescentado ou tirado. Ao dizer que tem o mesmo tanto na primeira comparação, antes do transvasamento, e ao dizer que tem mais na segunda, faz justaposição. Ao confundir as duas dimensões (forma e quantidade), faz sincretismo. Dois modos diferentes de ser egocêntrica. Seu pensamento vai, então, de um particular a outro, não sendo capaz de estabelecer ligações entre os estados. É como se fossem "slides" diferentes e não um "filme", em que a situação anterior e a seguinte estão ligadas entre si. Daí a criança deste período não ver contradição entre responder que os dois copos têm o mesmo tanto de água e na situação seguinte, sem que se tenha tirado ou posto mais água, dizer que tem mais no copo do que na tigela, ou ao contrário.
Para compreender que há o mesmo, isto é, que as transformações na forma (mudança de um copo para outro) são irrelevantes no que diz respeito à quantidade, que permaneceu a mesma, a criança há de ser capaz de fazer uma coisa que lhe é ainda impossível no plano da representação. Poder fazer isto a colocaria no período seguinte - o operatório concreto. Não que a criança pré-escolar não saiba tirar e pôr: ela põe e tira água de copos muitas vezes, só que ela faz isso no plano da ação - poder imaginar o tirar e o pôr implicaria poder fazer a ação no plano apenas virtual, isto é, de uma possibilidade.

A criança sabe representar a ação de tirar ou pôr, mas não sabe ainda "tirar' ou "pôr" mais água como uma representação, isto é, como uma ação virtual e não mais real. Nós compreendemos que há o mesmo tanto de água no copo e na tigela porque não se pôs nem se tirou água; se se tivesse tirado, teria ficado menos ou ao contrário. Supomos uma ação que não se realizou como um argumento para dizer que ficou igual. Ora, a criança na fase pré-operatória ainda não é capaz disso, as ações com sentido para ela são as que realiza ou vê realizar, por isso confunde estados e não acompanha transformações irrelevantes para uma
dada dimensão (a quantidade, no nosso exemplo).

Reversibilidade é a capacidade de considerar simultaneamente uma ação e sua inversa, ou sua equivalente, ou uma ação realizada e uma não realizada (virtual ou apenas possível). As ações físicas (materiais), que a criança na fase pré-operatória realiza muito bem, ocorrem sucessivamente (isto é, uma depois da outra, já que em espaço, tempo, objetos e acontecimentos definidos) e não ainda simultaneamente, pois para isto ela terá que aprender a opor uma ação material a uma ação virtual (realizável, mas não realizada naquele momento).
Por isso, Piaget diz que, no período operatório concreto, os estados estão agora submetidos às transformações reversíveis. Neste sentido, o período pré-operatório é não apenas um período de transição mas também preparatório, uma vez que é graças a ele que a criança se prepara, no sentido de construir os recursos que lhe possibilitarão compreender, isto é, realizar ações mentais (operações reversíveis), operar com símbolos, com valor de coisas.

 APLICAÇÕES À PEDAGOGIA

 • As considerações que fizemos acima são de natureza psicológica, ou seja, descrevem o desenvolvimento da criança no período pré-operatório. O professor precisa mais do que isso: quer saber o que fazer com estas informações; como derivar delas uma prática pedagógica. Supomos que esta é uma primeira decorrência: a teoria de Piaget tem um valor de compreensão do processo de desenvolvimento da criança, ou seja, pode instrumentalizar o professor a fundamentar sua prática e compreender a importância dela no cotidiano da sala de aula.

• Julgamos ter considerado, ainda que muito resumidamente, a importância das atividades sensório-motoras e as de natureza representativa (jogo simbólico, dramatização, linguagem, memória, imagem mental, desenho) para o desenvolvimento da criança. O ambiente pedagógico da criança em fase pré-operatória propicia estas atividades espontâneas? Os materiais que o professor oferece são tais que facilitam a atividade de seriação, classificação, enumeração, correspondência? A criança dispõe de jogos (mecânicos ou de construção) para que, pouco a pouco e de modo espontâneo, possa desenvolver suas noções de causalidade? O professor desperta a curiosidade da criança e estimula a pesquisa por parte dela com os materiais? O professor faz perguntas, desencadeia problemas ou dá soluções? O professor busca novas
maneiras de estimular a atividade da criança e muda de método à medida que ela coloca novas perguntas ou imagina novas soluções? Quando as soluções da criança são erradas ou incompletas, o professor propõe contra-exemplos ou atividades alternativas e sugestivas ao problema, tal que a criança possa encontrar novas soluções por meio de sua própria atividade?
Nota: Para Piaget, um dos principais objetivos da educação pré-escolar deveria ser o de ensinar a criança a observar os fatos cuidadosamente, em especial quando estes são contrários aos previstos por ela. Em outras palavras, observar, perguntar, interpretar e registrar (ao modo da criança deste período, obviamente) são atividades fundamentais, no pensar de Piaget.

• A natureza preparatória e transitiva do período pré-escolar indica a importância de as crianças deste período terem muitas atividades com seus pares, ou seja, é fundamental a formação de grupos de crianças, coordenadas ou não pelo professor, mas de preferência sem a interferência deste, tal que possam, entre si, brincar, falar, discutir, resolver problemas práticos. A passagem da ação à operação exige a possibilidade de a criança reconstruir suas ações no plano da representação, descentrar-se de seu próprio ponto de vista ou de sua ação e enfrentar o julgamento e aceitar a cooperação do grupo. Por isto, Piaget considera que o
segundo aspecto importante da educação pré-escolar é o desenvolvimento de habilidades de comunicação. Isto é, agora não basta mais à criança realizar as ações, é preciso que ela fale delas para outrem, que as reconstitua por via narrativa e que aprenda a descrevê-las; em palavras, quadros e desenhos. Por isto, tanto do ponto de vista da socialização da criança como de seu desenvolvimento intelectual, é importante que tenha experiência de trabalho em equipe.

• Defender a atividade espontânea da criança, a vida em grupo, a manipulação e a experimentação com materiais não significa que o professor deva ser permissivo e passivo diante delas. Não significa também dar-lhes lições e usar de sua autoridade para determinar o curso dos acontecimentos. Como diz Piaget, "compreender sempre significa inventar ou reinventar e cada vez que o professor dá uma lição, ao invés de possibilitar que a criança aja, impede que ela invente as respostas".*
 
* PIAGET, Jean. Como se desarrolta lamente del nino. In Los anos postergados: la primera infancia, p. 69.

• Mas o que se reivindica para a criança há, também, de ser reivindicado ao professor. Ou seja, tem ele liberdade e responsabilidade para inventar ou experimentar suas próprias técnicas, para defender seus pontos de vista? A autonomia da criança e seu desenvolvimento no sentido de formar um pensamento operatório, reversível, graças ao qual poderá compreender e optar, determinando seu destino, só é possível se o professor puder desenvolver também sua própria autonomia, se ele puder falar e defender seus pontos de vista e sua experiência na sala de aula. Por isto, me agradam o objetivo e a forma deste encontro. Práticas governamentais que determinam o que o professor deve fazer na sala de aula, a teoria vigente
para explicar e compreender o desenvolvimento, apesar das boas intervenções promover a melhor educação da criança - pode resultarem fracasso. Espero, por isto, que ao lado deste texto, o professor possa escrever o seu, tirado de sua experiência e reflexão sobre sua prática, e que, ao fazer isto, corrija, aperfeiçoe, acrescente e reformule ambos os textos.

BIBLIOGRAFIA

INHELDER, Barbel & PIAGET, Jean. Da lógica da criança à lógica do adolescente. Ensaio sobre
a construção das estruturas operatórias formais. São Paulo, Pioneira, 1976.
PIAGET, Jean. A construção do real na criança. 2a. ed. Rio de Janeiro, Zahar, 1974.
. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de
Janeiro, Zahar, 1971.
. A linguagem e o pensamento da criança. 3á ed. Rio de Janeiro, Fundo de Cultura, 1973.
. O raciocínio na criança. 3ª ed. Rio de Janeiro, Record, 1967.
. O nascimento da inteligência na criança. Rio de Janeiro, Zahar, 1966.
. Los anos postergados: la primeva infância. Buenos Aires, Pardós/UNICEF, 1975.

PIAGET, J. & GRÉCO, Pierre. Aprendizagem e conhecimento. Rio de Janeiro, Freitas Bastos,
1974.

PIAGET, J. & INHELDER, Barbel. A psicologia da criança. 72 ed. São Paulo, DIFEL, 1982.
.O desenvolvimento das quantidades físicas na criança: conservação e atomismo. 2'2 ed. Rio de
Janeiro, Zahar, Brasília, INL, 1975.