quarta-feira, 10 de outubro de 2012

RESULTADO SELEÇÃO DE BOLSA CAPES

Bolsa CAPES – Demanda Social 2012
Seleção 03/10/2012


APROVADOS BOLSA CAPES – MESTRADO

Rosângela Accioly Lins Correia
Tatiana Santos da Paz

AÇÃO PSICOPEDAGÓGICA: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

Mais um livro no mercado e eu aí, toda boba, dando autógrafo!!

A coletânea foi organizada por EDILEIDE ANTONINO, CÉLIA VIGAS E FÁTIMA PEIXOTO,  e conta com textos das psicopedagogas da Fundação Cidade Mãe.

Na obra há um texto meu sobre a escuta psicopedagógia ao jovem em cumprimento de medida socioeducativa e outro, em parceria com Célia Vigas, sobre Terapia Comunitária Sistêmica Integrativa como um instrumento de escuta psicopedagógica.

A obra foi lançada pela editora da Assembléia Legislativa da Bahia e teve o texto da capa escrito por Débora de Castro Silva, da ABPp.

Flaviane Sudário é uma das autoras da obra.


Vale a pena conferir!

sábado, 6 de outubro de 2012

RODIN E CAMILLE CLAUDEL – por flávio calazans


“Se a religiosidade não existisse, eu teria a necessidade de inventá-la. Os artistas verdadeiros são, em suma, os mais religiosos dos mortais”                       
Rodin, em O misticismo na Arte, capítulo de A Arte.
 
Dia 11 de julho de 1995, terça-feira, Paris amanheceu ensolarada e feliz.
Em uma caminhada sem destino pelas ruas da Cidade-Luz, bebericando nos cafés, visitando as livrarias, cheguei até o Centro Georges Pompidou com sua armação de canos de metal e ao “Quartier de l’Horloge” com a livraria mais “Cult”, a “Fantasmagories”(13, rue Brantome) com vasto acervo sobre artes visuais, Cinema de Autor, TV e Histórias em Quadrinhos de Arte, além de fanzines de vanguarda bem experimentais.
Depois, passeio pelo Metrô, visito a estação Saint Michel, toda verde em estilo Art Noveau, e depois chego a uma enorme mansão com jardins atráz, quase um pequeno bosque, o Museu Rodin (77 Rue de Varenne, Metrô estação Varenne) no Hôtel Biron.
            O movimento e as expressões, toda a emotividade registrada nas estátuas é profundamente comovente, é impossível não repetir o universal clichê “Parecem estar vivas”, pois Rodin congela em um instantâneo tridimensional toda a energia de uma vida e suas contradições.
           
Rodin vivia no meio de uma explosão cultural, frequentava seu atelier gente do porte de Alberto Santos Dummont, o brasileiro que voôu em Paris no primeiro avião, o 14-Bis, que Rodin imortaliza em um busto; o mago inglês Aleister Crowley, e todos os literatos, políticos, artistas de um momento de explosão cultural na europa centralizado em Paris; é a época do pintor Cézanne (cujas banhistas e mesas com várias perspectivas inspiram Picasso ao Cubismo), do filósofo alemão Nietzsche e seus aforismos, da música de Debussy (que depois seria namorado de Camille).
            Entre 1887 a 1890 a fama de Rodin explode, junto à aluna-modelo-escultora-amante Camille Claudel, cuja história de amor é inesquecível, do namoro à loucura da mulher abandonada, destruindo as próprias obras como um aborto cósmico, e internada em manicômio até o falecimento.
            O secretário de Rodin, Rainer Maria Rilke, envolvido neste turbilhão cultural anos depois fica nos anais da História da Arte, não só como poeta e crítico literário, como pelo livro clássico, uma leitura obrigatória de todos que amam a arte, o livro “Cartas a um jovem poeta” onde dá lições de vida e de arte a seu correspondende Franz Xaver Kappus, em um processo de anos de missivas, o longo e paciente processo de desenvolvimento da sensiblilidade.
           
 Para Rilke, de seu longo convívio com Rodin, desnuda-se um artista que ele descreve com carinho, um artista plástico sempre lendo, invariavelmente com um livro nas mãos,  Rodin exercitava uma transformação de sí próprio na escultura, modelando a sí mesmo, corpo e espírito, nas obras; uma arte cujo conjunto é um testemunho-grimório em pedra e metal, um registro das etapas deste processo alquímico, onde a beleza está nas entrelinhas de toda a realidade, e se não a percermos, é por não ter os olhos capazes de maravilhar-se com o encanto do mundo.
             Rodin fala com a linguagem do corpo, sua poesia está no espaçial, não no verbal, uma arte sensual, visceral, fruto das emoções aceitas e assumidas, refinadas, desenvolvidas, sutilmente sofisticadas.
            É o que fala o gravurista-poeta inglês Willian Blake: “Arte é a árvore da vida” referindo-se à cabala, e “Os caminhos dos excessos levam à sabedoria”.
            Também o diz o poeta francês Arthur Rimbaud, na Alquimia do Verbo: “O Poeta se faz vidente por meio de um longo, intenso e racional desregramento de todos os sentidos”.
            Estes excessos, este desregramento dos sentidos é o êxtase místico presente na obra de Rodin e Camille Claudel.
           
 É preciso estar frente a estas esculturas, andar em torno delas e, em O Beijo, perceber o instante congelado no tempo que antecede em um microssegundo o toque dos lábios dos amantes…sutil e sensível registro de todo o vórtice de sentimentos do primeiro beijo paradoxalmente entre tímido e apaixonado do casal.
            O garbo de Balzac envolto na capa, tão polêmico-como toda obra genial o é-a frorça de Vitor Hugo, as redes de emoções sobrepostas dos Burgueses de Calais, e a beleza das velhas anciãs, enrrugadas em sua dignidade e miséria…mas, acima de tudo..
 
            A Porta do Inferno de Rodin !

            Passeando nos jardins do Museu Rodin e saboreando, usufruindo tanta beleza, deparei-me repentinamente com sua gigantesca ”Porta do Inferno”. A emoção estética comove-me até as lágrimas, choro soluçando , profundamente tocado , lamentando por Rodin e por mim mesmo.. .até hoje ainda sinto um nó na garganta ao ver esta porta! Sinto todo o sofrimento das estátuas coladas naquele portal soldado, enormidade fundida em um bloco único; a poesia tenebrosa do monstruoso portal que nunca , jamais poderá ser aberto..eternamente selado..todas as obras inacabadas ou nunca realizadas, todos esboços esquecidos e trancados no inferno criativo de cada artista…o ”salão dos recusados” das idéias rejeitadas no meu inconsciente, retorcidas e injustiçadas, que nunca ninguém vai ver.
           
 A Porta do Inferno é o Nigredo, a Obra em Negro dos Alquimistas, a noite escura  da alma descrita pelos místicos europeus, a descida ao inferno do herói mítico, Orfeu, Hercules, etc…talvez tudo fosse mera projeção do meu inconsciente..mas, então, o que não seria projeção na vida? Vale a autêntica emoção que tomou todo meu ser, e minha sinceridade em deixar que crescesse até o meu pranto soluçante e convulsivo.
            Acima de tudo, o ”Pensador” observa sem nada poder fazer…a fatalidade cruel de nosso inferno pessoal criativo..quantas obras ainda vou condenar a minha própria porta do inferno? Indubitavelmente, tenho muito mais obras no meu inferno das não-nascidas que as realizadas…quanta dor, agonia eterna das formas mentais que vizualizei e não permití existirem.
            Após visitar por horas o jardim florido e a comovente sala ”Camille Claudel” e deliciar-me com Psiquê estendendo as mãos para um cupido que escapa, com aquelas Fofoqueiras e a magnífica Onda verde com as três meninas encarando a iminente e inevitável tragédia do vagalhão avassalador; tantas lindas miniaturas introvertidas e delicadas em seus tocantes detalhes femininos, intimidade e interiorização, obras que comovem por serem tão pessoais, tão biográficas…é Camille dentro de cada uma, ela retrata sua alma, seus sentimentos, e os expõe a nú como somente um verdadeiro Artista tem a coragem de se expor, um mundo de sensibilidade extrema, um retrato comovente da alma feminina; …só então, depois de uma longa tarde, é que conseguí então controle para voltar à Porta do Inferno e tirar uma coleção de fotos-cicatrizes.

 As enormes esculturas de Rodin poderiam indicar um  caráter extrovertido, social, público-político, com ligações com os poderosos, status, aparências;  mármores pesados, duros, sólidos, gigantescos (segundidade) e seu enquadramento nos cânones das obras públicas agradando as maiorias (nem sempre…) em uma terceiridade, sua amargura e fracasos poderiam estar na “Porta do Inferno” das obras condenadas que todo artista tem nos porões do inconsciente ou do atelier, tudo encabeçado pelo próprio auto-retrato retorcido como o Pensador no umbral.
Ao contrário, as delicadas miniaturas de Camile Claudel mostram sua personalidade introvertida, detalhista, materiais transparentes, fragilidade oculta sob as máscaras sociais de mulher independente; do conjuno das esculturas  e sua cronologia pode-se reconstruir um sintagma de provável culpa e aborto nas faces infantis, de perda do amado nas “psiquês sem cupido” e da perda de auto-estima em medusas , antevendo a catástrofe com as três deusas (moiras-parcas) sob a enorme e inevitável onda prestes a rebentar sobre elas,chegando à internação no sanatório onde falece.

Bibliografia:
 FABRE-PELLERIN, Brigitte. Le jour e la nuit de Camille Claudel. France: Lachenal e Ritter, 1998.
 RILKE, Rainer Maria. Rodin. Rio de Janeiro:Relume Dumará, 1995.
 RILKE, Rainer Maria. Poemas e Cartas a um jovem poeta. Rio de Janeiro: Tecnoprint, S.D.
 RODIN, Auguste. A arte: conversas com Paul Gsell. Rio de Janeiro:Nova Fronteira,1990.
 RODIN, Auguste. Aquarelas e desenhos eróticos.  Bibliothèque de l’image, 1996.
 THE RODIN MUSEUM GUIDE. Laurent, Monique, Paris:Éditions Hazan- Les Guides Visuels, 1994 .
 WAHBA, Liliana Liviano.Camille Claudel: Criação e loucura.  Rio de Janeiro: Record-Rosa dos ventos, 1996.
 WITTKOWER, Rudolf. Escultura. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

BOLODÓRIO

Mais uma vez o grupo GEPE-rs se seuniu para bolodoriar descontraidamente, dessa vez sob a organização da gepe@ana Teresita.


Contamos com a apresentação artística de Lourdes, nossa mestra, que nos trouxe a história de Rodin e Camille Claudel.



  
De forma divertida, lemos as mensagens das garrafinhas que haviam sido guardadas pelo Professor Roberto.
Rimos, brincamos, falamos de amor a partir do texto de Barthes - Fragmentos de um discurso amoroso. Enfim, o Bolodório cumpriu sua missão: descontraímos.

Que venham outros!!

domingo, 30 de setembro de 2012




"Höstsonaten" (1978 - 88m)

SINOPSE

Melhor Realizador, Melhor Actriz, Ingrid Bergan e Melhor Filme Estrangeiro
National Board of Review 1978

Melhor Filme Estrangeiro
Golden Globes 1979

Charlotte Andergast, uma bem sucedida pianista de concerto, acaba de perder Leonardo, o homem com quem vivia há muitos anos. A sua morte abate-a, deixando-a num estado de solidão e perturbação. A filha Eva, que está casada há alguns anos com um clérigo e vive numa pequena cidade da Noruega, pede à mãe para a visitar. Durante alguns dias, as duas mulheres confrontam-se. Umas vezes sentem repulsa pela outra, outras vezes procuram a sua companhia. Mas o encontro será crucial para o futuro de ambas. O que está em causa na sua relação é obrigatoriamente o amor: a presença e a ausência do amor, o desejo do amor, as mentiras do amor, o amor deformado, e o amor como a nossa única esperança para sobreviver.

REALIZADOR
Ingmar Bergman

INTÉRPRETES
Ingrid Bergman, Liv Ullmann, Lena Nyman, Halvar Björk, Marianne Aminoff, Arne Bang-Hansen, Gunnar Björnstrand, Erland Josephson, Georg Løkkeberg, Mimi Pollak, Linn Ullmann.



sábado, 29 de setembro de 2012

OS FUXICOS DE LUDMILLA FONSECA

Com apresentação impecável, a Mestra em Educação e Contemporaneidade -  Ludmilla Fonseca -  concluiu seu percurso no mestrado com uma defesa tranquila e competente.
Sua pesquisa trata do evento da inibição no ato de aprender, e a autora articulou tal fenômeno com a arte de fazer peças com fuxicos, antes retalhos desvalorizados, tarnsformados então em belas peças de singular valor.
Sua Orientadora, a profª Drª Maria de Lourdes Ornellas, encerrou o tempo destinado a defesa da tese construida por Ludmilla com um belo texto em que lembrou a nomeação dada a Ludmilla durante o mestrado: Formiguinha da Folha Grande.

É isso aí, Formiguinha! Um novo caminho se abre para voce!
Parabéns também a Formiga Mestra!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Educação Especial em Revista: os caminhos da Educação Inclusiva

Palestra em 17/10/2012
Local do evento: Auditório da Escola de Aplicação da FEUSP

Este evento dará continuidade às interlocuções que o Professor Eric Plaisance - professor emérito da Sorbonne - tem feito com os professores e alunos da área de Educação Especial da FEUSP. Ele visa uma atualização para os docentes e alunos da pós-graduação e da graduação interessados na área de Educação Especial com direcionamento para a Educação Inclusiva.

Mais informações no site da FEUSP.

http://www3.fe.usp.br/secoes/inst/novo/eventos/detalhado.asp?num=1085